Educação - Santa Cruz: "Queremos uma escola ativa"

Marco Milho

O segundo painel do VI Encontro de Educação incidiu sobre as novas dinâmicas no ensino, com Marília Trigo e Stephanie Melo, professoras da Escola das Figueirinhas, que falaram sobre ‘uma escola ativa’, e ainda Carla Pestana, professora da Escola Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior, sobre ‘autonomia e flexibilidade curricular, um rumo’. João Sena, diretor da Escola Básica da Camacha, foi o moderador.

“Queremos uma escola ativa”, começou por dizer Marília Trigo. “Pretendemos proporcionar um ensino e aprendizagem que se pauta por métodos ativos, pelo ensino experimental, e pela organização do trabalho cooperativo em torno de projetos. Valorizar a aprendizagem centrada no aluno, promovendo o seu papel ativo e crítico na construção do seu conhecimento.”

“O que transformámos a nível de escola, a nível organizativo, a partilha de horário, entre as diferentes componentes de currículo, a rentabilização dos espaços e funcionalidades, mas trabalho cooperativo e colaborativo entre os docentes. A nível pedagógico, a criação de domínios de autonomia curricular, estratégias de gestão de trabalho na sala de aula, como o recurso às novas tecnologias, a criação de parcerias, ou as aulas experimentais”, contextualizou.

A docente exemplificou com vários projetos e opções curriculares, levadas a cabo com os alunos, procurando também tornar a sala de aula como uma comunidade de aprendizagem.

Stephanie Melo destacou os resultados obtidos com um modelo que promove uma interligação entre várias disciplinas e conceitos, não estando restrito ao espaço da sala de aula. “Conseguimos aprendizagens significativas nos diferentes espaços. Para ensinar Matemática não preciso de estar na sala de aula", disse.

“O que possibilitou? Oportunidades de aprendizagem em espaços formais e não formais, a promoção de atividades e desafios que impliquem escolhas, confronto de ideias, e tomadas de decisões, a intervenção social e responsável na sala de aula e no meio ambiente, e aprendizagens significativas”, enunciou, acrescentando que “nós aprendemos mais ensinando os outros”.

Já Carla Pestana falou sobre o processo de implementação do projeto de autonomia e flexibilidade no segundo ciclo, usando o exemplo da Escola Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior.

“Nós estamos ainda numa fase embrionária, não fomos projeto piloto, mas todas as dinâmicas que já promovíamos na escola foram contextualizadas e impulsionadoras de todo este processo”, disse, fazendo uma analogia entre a implementação e uma viagem, tendo como rumo uma escola onde todos aprendam.