Escola Padre Manuel Álvares: “Quero acreditar que o amanhã será melhor”

O facto de ter saído vencedora da última edição das ‘curtas-metragens’, tendo ganho uma viagem a Bruxelas para visitar o Parlamento Europeu, serve de motivação para que a Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares volte a concorrer à 3.ª edição do projeto realizado em conjunto pelo Gabinete da eurodeputada Liliana Rodrigues e Secretaria Regional da Educação, através da Direção Regional da Juventude e Desporto.

Os participantes serão 15 alunos deste estabelecimento, entre os 15 e os 18 anos, integrantes do Clube Europeu coordenado por Angelizabel Freitas. A docente explica que o ‘IncluEuropa’ vai ao encontro do interesse do clube: “ambos estimulam nos alunos o gosto pelo conhecimento da história e cultura dos diferentes países da União Europeia, proporcionando momento de partilha e reflexão entre alunos e professores”.

Quanto à equipa que vai participar nas ‘Olimpíadas’ - cuja primeira fase está agendada para o dia 21 de novembro - será constituída por cinco alunos e coordenada pela professora Fábia Gomes. “Os membros estão a reunir-se algumas horas por semana para juntos estudarem as temáticas propostas através de questionários sobre a União Europeia e partilha de conhecimentos. Também foi criado um grupo no Facebook para que os alunos possam trocar informação e esclarecer dúvidas”, informa.

Outros 10 alunos constituem a equipa da curta-metragem, um projeto que deverá ser entregue até ao dia 22 de fevereiro de 2019. Angelizabel Freitas afirma que, depois de elaborado o guião, serão divididas tarefas: “provavelmente uns serão os protagonistas, outros figurantes. Os restantes alunos farão parte da equipa de produção e/ou realização”. Acrescenta que as gravações irão decorrer consoante a disponibilidade no horário de todos os envolvidos.

Álvaro Teles, de 17 anos, pede o seguinte futuro para a Europa: “quero poder ser eu sem ser julgado pela minha raça, crença, género, etc. Quero ser livre, um lugar de paz onde possamos conviver e acreditar que o amanhã será melhor que hoje. Quero poder conhecer e aprender com outras pessoas de outros países, mas também quero ter a oportunidade de ensinar. Quero que seja uma Europa unida na diversidade”.

Sobre a transição dos meios tradicionais para o digital, uma das preocupações da União Europeia, Letícia Gonçalves, de 16 anos, ressalta que o avanço tecnológico e científico tem permitido o mundo avançar, demonstrando o que há em redor e o modo como as coisas funcionam. “Considero que esta revolução digital está a contribuir para um mundo mais ecológico, mas acima de tudo cada vez mais conectado. Hoje, consigo me informar sobre aquilo que se passa ao nível global”, conclui.