Escola Bartolomeu Perestrelo pede uma Europa com educação e saúde gratuitas

Cláudia Ornelas

“Raramente a Europa tem passado por um período tão longo sem um conflito militar interno, com exceção da ex-Jugoslávia”. Quem o constata é o docente da Escola Básica 123 PE Bartolomeu Perestrelo, Marco Costa, introduzindo assim o motivo que o levou a inscrever, pela primeira vez, oito dos seus alunos nas ‘Olimpíadas’ e ‘Curtas-metragens’ do ‘IncluEuropa’.

Prossegue ressaltando fazer parte de uma geração que “não teve de pegar em armas”, nem “participar num conflito”, algo que não sucedeu com as gerações dos seus bisavós, avós ou mesmo pais. E assim sendo, afirma ser necessário “consciencializar as atuais gerações” para a importância da vida “em conjunto” e para o valor da democracia.

Com base na temática ‘Que futuro para a Europa?’, iniciativa realizada em conjunto pelo Gabinete da eurodeputada Liliana Rodrigues e Secretaria Regional da Educação, através da Direção Regional da Juventude e Desporto, este docente e os seus alunos querem apostar na questão do compromisso. “O objetivo passa por dar a perceber que a União Europeia não é só Fundos Europeus. É cumprir regras, como o défice das contas públicas”, frisa Marco Costa.

Para esse efeito, as tarefas serão divididas pelos diversos membros do grupo, havendo consideração pelas mais-valias de cada um dos elementos. Por exemplo, para a realização da curta-metragem, um aluno vai tratar da música e outro das filmagens. Para se prepararem para o concurso ‘Olimpíadas’, cada um dos elementos ficará responsável por três temas. “A partir daí os alunos vão definir o método de trabalho que entendem ser o mais adequado, sabendo que [este é um projeto] que implica que trabalhem durante o fim de semana e mesmo em época de testes”, assegura o professor.

Dando resposta à questão colocada pelo projeto, os alunos Marco Lobo e Henrique Azevedo, ambos com 14 anos, querem uma Europa na qual se possam “deslocar livremente” e que dê “acesso a uma educação e serviços de saúde gratuitos”, independentemente da nacionalidade dos que nela habitam. Defendem também que a Europa “deverá manter-se unida e apoiar-se mutuamente em todas as áreas, sejam elas o comércio, o desenvolvimento, a política”, ou outras.

Questionado sobre o assunto, Henrique Azevedo partilha a sua opinião acerca de um dos desafios ‘colocados’ à Europa: a transição dos meios tradicionais para o digital. Uma evolução que, para o jovem, deve vir acompanhada da melhoria de equipamento das empresas. O estudante aponta as campanhas direcionadas ao público-alvo, a poupança no investimento, o aumento dos lucros e o acesso a estatísticas precisas sobre produtos/notícias lançados, como algumas das vantagens deste processo.