Escola da Apel: “Somos cidadãos europeus e do mundo”

Cláudia Ornelas

A Escola da Apel vai participar, pela terceira vez, no IncluEuropa. Garante a docente responsável, Sara Luísa Miguel, que, este ano, foram os próprios alunos a mostrarem interesse em participar.

Um projeto que fomentará os conhecimentos sobre a União Europeia e dará aos vencedores a “possibilidade de conhecer ‘in loco’ o Parlamento Europeu”. Sublinhando o “empenho” e a “envolvência” dos seus alunos, a professora declara: “São na realidade uns jovens espetaculares”.

Maria Gaspar, estudante de 17 anos, partilha o seu desejo para o futuro da Europa: “Se os países que pertencem à Europa conseguirem unir as linhas de pensamento, para que a sociedade seja mais igual e mais pacífica, não voltaremos a ver cenários de guerra como os que remontam há não tanto tempo e que ainda hoje deixam marcas físicas e psicológicas”.

A aluna apela a que os Estados-membros intensifiquem a “rede de compra e venda de produtos internos para que as economias se fortaleçam” e defende que a política deve ser “o mais justa, imparcial, clara e célere possível”, pois é ela que “gere a economia e a sociedade”.

Sobre os temas abordados pela União Europeia, Maria Gaspar declara: “todos temos algo a dizer, porque todos somos cidadãos europeus e do mundo”.

Questionada sobre o acolhimento dos cidadãos venezuelanos, Sara Saldanha, de 17 anos, considera ser necessário criar as “melhores condições possíveis aquando da sua receção, obedecendo aos imperativos de consciência que se devem sobrepor a todos os receios, e recorrendo à criação de postos de trabalho e ao apoio hospitalar e financeiro”. Recorda que “apesar do receio por parte de alguns cidadãos europeus, muitos dos flagelados são descendência dos mesmos”.

Para além dos mencionados, participam nesta iniciativa da eurodeputada Liliana Rodrigues os seguintes alunos: Sara Silva; Margarida Morais; Mariana Rodrigues; Lorenza Sofrá; Madalena Miranda e Maria Sousa.