Escola Gonçalves Zarco: “Espero nada mais que um futuro promissor”

Cláudia Ornelas

O docente Pedro Costa inscreveu oito estudantes, “conscientes e curiosos” relativamente ao mundo em redor, nas Olimpíadas da Europa.

Esta é a segunda vez que os alunos da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, participam nesta iniciativa promovida pela eurodeputada Liliana Rodrigues, em parceria com a Secretaria Regional da Educação. Refere o professor que o projeto “aparece como um veículo de atualização, informação e envolvimento de alunos, pais e professores em relação aos assuntos europeus”.

Para além da hora semanal de Clube Europeu, na qual os alunos dedicam-se a pesquisar e a discutir os temas, foi solicitado aos participantes “tempo extra para que se dediquem na preparação para o concurso”.

Como futuro estudante universitário, João, de 15 anos, acha “primordial” que a União Europeia promova o ensino universitário gratuito. Já Sérgio, de 17 anos, pede “um futuro em que os pequenos não sejam tão pequenos e em que os grandes não controlem a União por terem um maior poder económico e um maior número de deputada representantes no Parlamento”.

Sara, de 17 anos, lamenta que seja frequente que os jovens se sintam “orgulhosos pelo seu país (o que não é errado), mas não se sentem assim pela Europa num todo”. Ilda, de 17 anos, alerta para a importância de que sejam estabelecidos negócios com outros continente, de forma a tornar a globalização mais abrangente.

“Para a Europa espero nada mais que um futuro promissor, onde o multiculturalismo é entendido como algo positivo (...) e encaminhar a um maior entendimento do mundo e a uma melhor resolução de problemas”, afirma João, de 17 anos.

A propósito dos recém-chegados da Venezuela, Cunha defende que sejam “pré-selecionados trabalhos para os imigrantes” pois assim quando chegassem podiam logo começar a trabalhar e Sara acredita que seria uma boa ideia atribuir-lhes cartões de crédito para que possam abrir as suas empresas. Recordando que a Europa atravessou já situações menos boas, nas quais contou com o apoio de outros países, Ilda defende que esta deve “tornar-se um refúgio para os que necessitam”, sendo esse o caso da comunidade venezuelana.

Participam nas Olimpíadas os seguintes estudantes: Ana Gonçalves; Duarte Nóbrega; Francisco Pereira; João Cunha; Sara Pereira; Ana Jesus; Maria Caires; Marta Camacho.