Rui Paula: O chef Michelin que não tem medo dos “lugares improváveis”

Patrícia Gaspar

Aventurou-se, aos 26 anos, no mercado da restauração. Definiu como target a qualidade, a boa comida e a satisfação dos clientes. De cinco funcionários passou a 90, de um restaurante passou a três e todos eles em “lugares improváveis”.

Na Ribeira, no Douro Vínico, o Chef Rui Paula é um caso de sucesso. Em Leça da Palmeira, a Casa de Chá da Boa Nova deu-lhe a primeira estrela Michelin. Arriscou sempre e ganhou, “ainda por cima a fazer o que mais gosta”.

Os lugares em que nada havia à volta são agora, orgulha-se o chef, palco de várias atividades e Rui Paula prepara-se para abrir mais negócios, desta vez na área do alojamento com casas sustentáveis no Douro.

Esta sexta-feira deixou o seu testemunho a quem o ouviu no Centro de Congressos da Madeira, na XII Conferência Anual Turismo. O seu segredo? Trabalho, coragem para agarrar as oportunidades, capacidade para se adaptar ao mercado, empenho na qualidade e distinção. No final de contas, o que mais importa é o gosto pela cozinha. Ou como gosta de dizer: “eu não sou um CEO, gosto é de cozinhar”.