CAT: CEO do D. Pedro Golf lamenta falta de ponte aérea para o Algarve

Alberto Pita

Luís Correia da Silva, CEO do D. Pedro Golf, disse que nas grandes épocas de pico do turismo de golfe “não há aviões” para transportar os turistas para Portugal e os destinos de golfe.

Na XII Conferência Anual do Turismo, cujos trabalhos foram, entretanto, reabertos após o almoço, o responsável por este segmento do grupo hoteleiro D. Pedro identificou que essa falta de voos é “mais grave” no Algarve, onde está a maior concentração de campos de golfe do país e, ainda assim, “não há ponte aérea” entre Lisboa e essa região.

O CEO do D. Pedro Golf apresentou, por outro lado, as contas e os riscos do investimento neste segmento. Começou por dizer que o investimento à cabeça é “muito elevado e o prazo de ‘pay back’ muito alargado”.

Aconselhou os potenciais investidores do golfe a “estudarem muito bem” antes de avançarem para o negócio e avisou que criar campos “fora dos circuitos normais” dos golfistas comporta “muito mais dificuldades” do que os criados nos circuitos já existentes.

Falou ainda que o projeto de um campo de golfe de 18 buracos por um arquiteto americano consagrado pode custar “cinco milhões de euros" e que os custos de gestão podem andar entre um e dois milhões de euros.

Somando estes e outros custos necessários, o investimento total num campo desta natureza ronda entre os 8 e os 15 milhões de euros . disse.