Investimento e poupança são pontos fracos da economia portuguesa

Patrícia Gaspar

Portugal tem de centrar as suas preocupações na criação de riqueza, incentivando o investimento e potenciando a poupança das famílias e das empresas, concluiu esta sexta-feira o bastonário da Ordem dos Economistas.

Rui Leão Martinho devia ter encerrado esta sexta-feira os trabalhos da XII Conferência Anual do Turismo (CAT), no Funchal, mas acabou por antecipar a sua intervenção pela necessidade de regressar ao continente mais cedo, em consequência do mau tempo que está previsto para o arquipelágo.
No Centro de Congressos da Madeira, o bastonário as Ordem dos Economistas deixou o alerta: é preciso corrigir a tendência de diminuição dos níveis de poupança das famílias em queda nos últimos anos e abaixo da média europeia.
O investimento e a poupança são, defendeu Rui Leão Martinho, pontos fracos da economia portuguesa muito dependente do turismo e das exportações. O país deve pois “assentar as suas preocupações na criação da riqueza” até para conseguir manter o Estado Social, afirmou o economista que deixou, no Funchal, grandes elogios à delegação regional dos Economistas e à importância da CAT para o setor turístico.