CAT: Subsídio de mobilidade está a criar "uma relação pérfida"

Alberto Pita

O responsável do Porto Bay disse que é tempo do Governo da República e o Governo Regional se entenderem sobre o modelo de subsídio social de mobilidade e defendeu que seja encontrada “uma forma expedita” de resolver do pagamento dos reembolsos.

Fazendo uma prévia declaração de interesses, lembrando que é pai de Bernardo Trindade, o administrador não executivo da TAP com a ligação às regiões autónomas, António Trindade lamentou “os ambientes pérfidos” que o problema do subsídio tem gerado e sublinhou que o modelo atualmente em vigor alterou o paradigma ao colocar a relação entre o “Estado e os cidadãos”.

Sem se referir diretamente às palavras críticas que pouco antes Miguel Albuquerque tinha dirigido contra a TAP e a sua administração, António Trindade comentou, contudo, que “este tipo de intervenções só cria problemas”.

O CEO do grupo Porto Bay lembrou, por outro lado, o papel importante da TAP para o turismo regional, dizendo que é a maior transportadora de turistas para a Madeira.

O moderador Eduardo Jesus, antigo secretário regional da Economia que negociou o atual modelo com Lisboa, conteve-se no comentário, mas deixou claro que “as coisas não evoluem porque o Governo da Republica não quer”.