Jornadas Madeira: Região terá capacidade para produzir 50% de energia a partir de fontes renováveis em 2025

Quanto à energia renovável, Susana Prada disse que a Região tem, neste momento, capacidade para produzir 40% de energia a partir de energia de fontes renováveis. No entanto, com a instalação das centrais de baterias que aproveitam e armazenam a energia renovável, por exemplo, das eólicas durante a noite, essa capacidade aumentará.

“Vamos passar para 50 %. Isto espera-se porque as centrais de bateria estão em construção, estão adjudicadas, para que em 2025 possamos ter a capacidade para produzir 50% da energia elétrica a partir de fontes renováveis. E vamos continuar a fazer o nosso percurso rumo à neutralidade carbónica em 2050”, apontou nas Jornadas Madeira, evento do JM, que decorre hoje em Santa Cruz.

“Vamos chegar à neutralidade carbónica conforme conseguirmos e com o avanço da tecnologia, com a aposta enorme na eficiência energética- Não vamos prejudicar o nosso património natural, nem nada daquilo que nos distingue para sermos os primeiros a chegar. Até porque já somos os primeiros naqueles com quem nos devemos comparar: com as regiões ultraperiféricas que são essas que têm características iguais às nossas”, observou.

Quanto aos resíduos urbanos e economia circular, “descarbonização à vista”. “Já em 2019 a Região tinha atingido as metas para 2020. Já tínhamos 13% na recolha seletiva, quando a meta para 2020 era 12,6%. Já tínhamos 25,2% na preparação para a reutilização e reciclagem quando a meta era atingir 20,3%. Tínhamos só 0,1% dos resíduos a irem para aterro quando a nossa meta permitia que até fosse para aterro 1% ou 1,2%, mas não. É 0,1%”, indicou. Susana Prada disse, a título de exemplo, que os Açores deitam para aterro 40%, e Portugal continental manda 40%.

Quanto à adaptação do território às alterações climáticas, a secretária regional lembrou que no que respeita à mudança do clima, a Região precisa de intervir a dois níveis: na mitigação e na adaptação do território.

“Estamos já há vários anos a intervir na adaptação do nosso território aos efeitos das alterações climáticas para proteger a nossa população”, vincou.

No que toca à prevenção de incêndios, Susana Prada diz que a Região tem feito “mais prevenção”, mais limpeza nas serras, vigilância e meios de combate e humanos, nesse âmbito recordou a equipa de sapadores florestais.

“A nossa política de gestão florestal e de luta contra o aumento do risco de incêndio está certa e os resultados estão à vista”, disse, apontando que o número de incêndios tem vindo a diminuir desde 2016 até à atualidade, porque há “maior vigilância”.

A área ardida desde 2016 também tem diminuído, apontou ainda.

Susana Prada reconhece que haveram menos disponibilidades hídricas, pelo que a governante diz que o Governo regional tem procurado captar as águas que ainda correm para o mar, despreciadas, assim como estão a reduzir as perdas nos canais de distribuição, quer sejam levadas, quer sejam redes para tornar o transporte mais eficiente e com menos perdas. Além disso, lembrou a reflorestação e a reutilização de águas residuais tratadas.

Quanto à subida do nível do mar, Susana Prada lembrou que o Porto Santo é um território mais sensível e frágil, pelo que lembra que estão a restaurar o cordão dunar no litoral Sul, que protege a população da subida do mar e das tempestades. Lembrou também as recargas de área, que ajudam também a travar a subida do mar.

“Quanto ao aumento do risco da aluvião canalizámos as linhas de água, construímos açudes de contenção de carga sólidas e fizemos a reflorestação das cabeceiras das ribeiras”, notou.

No que concerne à qualidade do ambiente, susana Prada enalteceu o facto de quase 99% da água para consumo humano na região ser de “excelente qualidade”, assim como o ar.

“A cidade do Funchal quando comparada com as cidades da europa é a terceira cidade com o ar mais limpo”, destacou. Sobre a qualidade das águas balneares, Susana Prada diz que a Região aumentou o número de águas balneares de 45 para 57, adicionando que as águas balneares de qualidade excelente aumentaram de 24 para 47. E o número de bandeiras azuis “passaram de 11 para 21”. “Não é por acaso que temos o melhor índice de qualidade ambiental de Portugal”, exaltou.

“Governar para a sustentabilidade sempre foi um compromisso nosso”, rematou.