Jornadas Madeira: “É absolutamente inaceitável” a Madeira pagar os custos de insularidade

Alberto Pita

O secretário regional das Finanças disse hoje, na iniciativa Jornadas Madeira que está a decorrer em São Vicente, que é “absolutamente inaceitável” que seja a Madeira a pagar os custos de insularidade, quando essa deve ser uma responsabilidade do Estado Central.

“O enquadramento legal e constitucional tem de ser obrigatoriamente revisto, sob pena de as regiões ficarem financeiramente insustentáveis”, desafiou Rogério Gouveia, insistindo que “os custos de insularidade têm de ser compensados pelo Estado”.

“Hoje, são os madeirenses que estão a pagar a sua insularidade. O dinheiro que deveria estar a ser usado para outras áreas está a pagar a insularidade”, criticou, classificando a atual situação como “absolutamente inaceitável” e que tem de ser revista.

Por outro lado, o governante admitiu que se o PRR fosse desenhado hoje “teria uma configuração claramente diferente da feita em 2020, porque as circunstâncias mudaram, quer do ponto de vista geopolítico, quer do ponto de vista económico”.

Ainda assim, advertiu, “não devemos menosprezar a oportunidade que o PRR traz”.

Na sua intervenção, Rogério Gouveia saiu ainda em defesa do Centro Internacional de Negócios, considerando que a praça madeirense “não é uma despesa” para a Região e que deve ser “acarinhada” por todos.

O secretário regional assinalou ainda a “debandada” de profissionais e empresas do CINM, há anos atrás com a alteração do regime, mencionando que essas empresas foram para outros países europeus, onde se instalaram juntamente com muitos madeirenses altamente qualificados que as acompanharam.