Debate JM: Apoio à natalidade e fiscalidade precisam ser complementados com outras políticas

Por David Spranger

Dinarte Fernandes lembra apoios para travar a desertificação de Santana e João Paulo Luís diz que isto não vai lá só com apoios e sim com criação de condições de investimento.

A questão da tendência de desertificação da na costa nortenha, com particular incidência em Santana, onde, por exemplo, se assiste a um recuo de menos 1.203 potenciais votantes, em relação a 2013, abriu o debate na Redação do JM, que junta os candidatos Dinarte Fernandes (CDS) e João Paulo Luís (PSD).

Como ultrapassar esta realidade, de notório êxodo populacional, foi, então, a questão e abertura.

O atual presidente candidato pelo CDS constata que “uma realidade que remonta à década de 60, com o norte a perder 10% a cada 10 anos. A perda de população é o reflexo da falta de oportunidades, que não existem no norte, mas também no sul”.

Dinarte Fernandes diz ser reflexo de 2011, com uma grande falta de emprego” e “sei que os meus adversários vão dizer que tem a ver com a má gestão camarária”, mas a esses responde, por antecipação que “o que vemos é que neste espaço tempo o PSD também governou e já se assistia a essa diminuição”

Para ao atual autarca “o problema resolve-se com pequenas aplicações políticas, como é o apoio à natalidade, que não resolve tudo, mas ajuda”, enumerando “o pagamento de creches e alívio fiscal, com devolução e IRS e IMI familiar, como apoio a todos os ciclos de ensino”

Já o candidato do PSD, concorda que o “problema da demografia assola a Região toda”. Contudo, “é evidente a progressão desse problema em Santana”.

No seu entender “falta uma política s condições que promovam o emprego”, patenteando que “mais do que políticas de natalidade e alivio fiscal, que concordamos, tem de ser o município a tomar as rédeas da situação”.

Ou seja, diz o social democrata, “não se resolve com subsídios e sim com condições de emprego e habitação”, lembrando que “Santana está mais próximo de outros sítios e temos todos os argumentos para atrair e fixar pessoas” e “tudo isto tem de ser trabalhado de outra forma, criando condições suplementares”.

Nas críticas, disse ainda que “a máquina camarária do urbanismo é pesada e não permite agilidade na construção de habitação”.

Aqui, Dinarte Fernandes interveio para falar em desconhecimento da realidade por Parte de João Paulo Luís, lembrando a herança recebida de “40 anos de desgoverno do PSD”.