Debate JM: Dinarte Fernandes e João Paulo Luís debatem Santana a partir das 11h00

Por David Spranger

Na sequência do ciclo de debates promovidos pelo JM, tendo em vista as eleições autárquicas do próximo dia 26 deste mês de setembro, hoje é dia de analisar o concelho de Santana, com as presenças, na Redação do JM, de Dinarte Fernandes, candidato pelo CDS, e João Paulo Luís, que se apresenta pelo PSD.

Dinarte Fernandes vai a votos pela primeira vez, mas tenta prosseguir na presidência da autarquia, que assumiu após a ‘convocação’ de Teófilo Cunha para integrar o Governo Regional, enquanto João Paulo Luís estreia-se nestas lides.

O debate, com início pelas 11h00, é conduzido pelos jornalistas Miguel Silva e Flávio Mata e tem transmissão direta no canal JM no Youtube, nas páginas do jornal e da rádio no facebook e no canal Naminhaterra TV, para além do acompanhamento a edição online deste jornal. Pode ainda ser seguido através das rádios JM FM e Santana.

Este será o 10.º debate inserido neste evento da responsabilidade do JM, depois de estarem já concretizados as iniciativas referentes à Calheta, Porto Moniz, Ribeira Brava, Machico, São Vicente, Ponta do Sol, Câmara de Lobos, Santa Cruz e Porto Santo. O ciclo fecha-se amanhã [quinta-feira] com o Funchal, reunindo Miguel Silva Gouveia (Coligação Confiança) e Pedro Calado (PSD/CDS).

Em 2017, o CDS venceu a Câmara Municipal de Santana, com 60,4% da preferência dos eleitores, reelegendo, então, Teófilo Cunha que fora eleito pela primeira vez em 2013, com 51,7%. Em ambas as ocasiões o PSD foi segundo, baixando consideravelmente os 33,1% de 2013 para os 22,4% de 2017.

E se em 2013 o PS foi terceiro, com 7,8%, em 2017 desceu para a quarta posição, com 3,6%, tendo o movimento liderado por Carlos Pereira fechado o pódio (6,6%). PS, que este ano vai a votos com Tânia Freitas.

Em resultado daquele último desfecho, para além do presidente, o CDS conquistou ainda mais três mandatos, um dos quais destinado a Márcio Dinarte que depois, em 2019, ascendeu, então, à liderança. O PSD tem um vereador, sem pelouro.

Nas Juntas de Freguesia, o CDS lidera na Ilha, em Santana e em São Jorge, enquanto o PSD pontifica no Arco de São Jorge, no Faial e São Roque do Faial. A presidência da Assembleia Municipal é detida pelo CDS.

Segundo os números já divulgados pela CNE, Santana tem 7.493 eleitores aptos a exercer o direto de voto, divididos, por ordem decrescente, pelas suas seis freguesias: Santana (3.206), Faial (1.604), São Jorge (1.422), São Roque do Faial (608), Arco de São Jorge (397) e Ilha (256).

Na variação, temos que hoje o concelho de Santana tem menos 1.203 potenciais eleitores que em 2013, e no diferencial entre 2017 e 2021 são menos 470. Esse êxodo populacional é o mais expressivo de toda a Região, numa realidade extensiva a toda a Costa Norte, como seja o Porto Moniz (-440) e São Vicente (-476), e também o Porto Santo (-509), com Santa Cruz (+2.452) a se apresentar no extremo oposto. De resto, o todo da Região Autónoma da Madeira apresenta -733 eleitores, muito à custa desta realidade nortenha,

E, seguramente, essa tendência de desertificação, no caso específico de Santana, e a fórmula ideal para a contrariar, constituirá o foco principal deste debate.