Debate JM: Não há desenvolvimento sem equilíbrio financeiro

Por David Spranger

Brício Araújo diz que Santa Cruz está parada e Filipe Sousa diz que o adversário desconhece o concelho e recorda os cinco anos de recuperação financeira, criticando a herança deixada pelo PSD.

No debate de projeção das autárquicas do próximo dia 26, relativamente a Santa Cruz, Brício Araújo e Filipe Sousa foram instados a partilhar as suas intenções em relação ao que serão as áreas prioritárias de intervenção no concelho ao longo dos próximos quatro anos.

O candidato da coligação entre PSD e CDS releva que “temos a perfeita perceção que o concelho está para ficar para trás”, dizendo que será “fundamental a área de investimento, para fixar pessoas”.

A “eliminação da derrama, que está e que vamos eliminar em função da criação de postos de trabalho” e ainda a eliminação “da taxa de Proteção Civil, que é inconstitucional”, são duas garantidas deixadas por Brício Araújo.

“Quando o JPP vende essa ideia do social, o social resolve-se a montante, queremos criar emprego, que os empresários possam investir, e dinamizar tudo à volta”, considera.

Outra prioridade, será a “desburocratização de procedimentos” criticando que atualmente “há muitas dificuldades e há que simplificar para atrair empresários, que fazem essa análise antes de investirem”.

Já o atual presidente, e recandidato pelo JPP, considera que “está a acontecer investimento em Santa Cruz” e cataloga a coligação do PSD/CDS como “uma coligação de interesses. Sinto que Brício Araújo não conhece Santa Cruz, nem lá reside”. Ou seja, explica, “não pode haver desenvolvimento económico, se não houver equilíbrio financeiro”.

Disse ainda que Brício Araújo “não percebe o mal que o PSD fez a Santa Cruz financeiramente”, exaltando que “estivemos cinco anos para reequilibrar contas”, pelo que “seria irresponsabilidade lançar esses investimentos descurando a parte financeira”.

Para Filipe Sousa, a “grande diferença relativamente ao desenvolvimento é que nós queremos dar oportunidade às pessoas de terem poder económico”.