Debate JM: Estrada das Ginjas motiva troca de argumentos entre candidatos

Paula Abreu

No debate Autárquicas 2021 destinado a São Vicente, os candidatos apoiados pelo PSD e pelo PS foram instados a se pronunciar sobre as obras previstas para o Caminho das Ginjas, um assunto que tem marcado a atualidade daquele concelho nortenho. Apesar de concordarem que seja necessário intervir na via, a forma como tal deve acontecer e a questão dos estudos necessários colocaram os candidatos em confronto.

A socialista Helena Freitas não acredita que a obra vá para o terreno, em janeiro, como foi anunciado pelo Governo Regional. “É uma estrada extremamente importante para o concelho, sempre defendi que tenha melhores condições. O Partido defende a estrada das Ginjas, mas temos uma classificação da UNESCO que não podemos perder por causa do governo querer alcatroar”. Há ali muita fauna e flora protegida e que o governo regional, apesar de dizer que vai avançar, não cumpre as regras internacionais, garantiu a candidata.

Como acrescentou, “se o governo regional quer avançar com as obras, acho muito bem, mas tem de cumprir com todas as regras internacionais. Se o governo diz que já tem isso, porquê que não avança agora ou não?”, questionou, lembrando ainda que existem várias alternativas ao alcatrão e que deem ser implementadas.

José António Garcês, por sua vez, não tem dúvidas que estará tudo clarificado, com a documentação necessária, esperando apenas o estudo de impacto ambiental. “Apenas falta esclarecer a posição do PS”, já que, segundo o candidato apoiado pelo PSD, há socialistas que já se manifestaram contra a estrada. Disse já ter questionado o líder socialista sobre esse assunto, acusando que “os atrasos se devem-se a manifestações incentivadas pelo PS, para terem argumentos para os atrasos da obra”.

Já Helena Freitas considerou que a obra é uma "arma eleitoral", em ano de campanha eleitoral para as autárquicas e que não vai avançar. É uma promessa que vai demorar mais 30 anos", caso os estudos necessários e cumprimento das regras internacionais não forem devidamente cumpridos.