Debate JM: Habitação e Emprego, precisam-se em São Vicente

Por David Spranger

Fixar pessoas em São Vicente é o desafio e José António Garcês diz que o foco está na habitação, mas Helena Freitas considera que a fixação de empresas no concelho terá também de ser uma prioridade.

No arranque do debate relativo às eleições autárquicas em São Vicente, os dois candidatos presentes na Redação do JM foram confrontados com a questão demográfica e evidente diminuição populacional, tendo o concelho perdido cerca de 15% da sua população nos últimos 10 anos. Como inverter esta tendência foi o desafio proposto.

José António Garcês, de 45 anos que tenta a reeleição para o terceiro mandato consecutivo, agora pelo PSD/CDS depois de duas iniciais pelos Unidos Por São Vicente, que de resto é o slogan da atual campanha, assegura que o seu atual executivo está já com medidas no terreno para recuperar população.

“São Vicente perdeu população, como praticamente todos perderam. É uma situação preocupante de São Vicente, da Madeira e do País. É evidente que terão de haver medidas de combate”, começou por destacar.

No seu entender, “tem que haver políticas fiscais para a Costa Norte. Para que não só se possa fixar as pessoas como também se possa incentivar essa fixação. Esse regime fiscal mais favorável é essencial, tal como a criação de habitação, porque as pessoas irão ali se fixar mesmo que trabalhem em outros concelhos. Aliás, as vias de acessibilidade também foram feitas para isso”.

Pela autarquia cabe “reivindicar situações que são da responsabilidade do Governo Regional e da nossa parte temos que criar habitação social para quem tem mais dificuldades e a custo controlado para outros”.

“Temos também incentivos à natalidade, temos apoios de educação gratuita, transportes escolares gratuitos”, mas no essencial “creio que se as pessoas tiveram habitação e apoio irão também ter filhos”.

Por seu turno, Helena Freitas, advogada de 43 anos que se apresenta pelo PS, com o slogan ‘Mais Vida em São Vicente’, é de opinião que

Também constata que “o facto de termos este decréscimo é preocupante e tal como disse José António Garcês a Câmara tem todos esses apoios, que são importantes e não deixaremos de os dar”, mas discorda que seja assim tão fácil as pessoas que laboram em outros concelho possam se fixar em São Vicente.

“O Funchal parece perto, mas tendo em conta os ordenados baixos, não compensa essa deslocação”, disse. Assim, para além da habitação, “é preciso incentivos para trazer mais empresas para o concelho e isso depende da Câmara. E essa será uma prioridade do PS na autarquia”.