Debate JM: Ricardo Nascimento diz que vê comércio cheio enquanto Olga Fernandes defende mais apoio aos empresários

Carla Ribeiro

Os comerciantes queixam-se da falta de estratégia para levar pessoas à vila e ao resto do concelho da Ribeira Brava. Ricardo Nascimento, candidato pelo movimento 'Ribeira Brava Primeiro' e que conta com o apoio do PSD e do CDS, diz que a reabertura da marginal Ribeira Brava-Tabua vem responder a esse anseio.

No debate do JM, que decorre nas instalações da redação e que vai percorrer todos os municípios da Região, Ricardo Nascimento afirma que ainda ontem, teve oportunidade de ver que os espaços estão cheios e não se revê nesta crítica. Olga Fernandes, candidata socialista afirma que a marginal ficou mais aprazível mas não considera que signifique mais economia. "As pessoas estão lá para fazer as suas caminhadas. Não consomem. Vão para casa!", defende Olga Fernandes. A candidata do PS à presidência da Câmara Municipal da Ribeira Brava sublinha mesmo que a marginal falhou em muitos aspetos, não tendo bebedouros, nem casas de banho.

"Foi uma obra mal pensada", acusou a candidata no debate do JM, afirmando que o seu projeto para levar as pessoas à Ribeira Brava consiste na distribuição de apoios aos empresários para que possam tornar os seus estabelecimentos atrativos. "A Câmara podia ajudar nisso sentido, porque há fundos comunitários para isso", defendeu Olga Fernandes, esta manhã, naquele que é o terceiro dos onze debates que o Jornal está a realizar, ao longo de onze dias (à exceção do fim de semana) na rua 31 de Janeiro e que visa debater o futuro de cada concelho da Região. A menos de um mês das autárquicas agendadas para 26 de setembro, Olga Fernandes afirma que não são só 'sunsets' que atraem pessoas à vila. Ricardo Nascimento, por seu lado, questiona Olga Fernandes sobre se sabe quais são as verbas da Autarquia. "A Autarquia tem feito eventos culturais, desportivos, que movimentam a baixa e todo o concelho", retorquiu Ricardo Nascimento. O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS diz que há um projeto para requalificar toda a vila e não só. "Só a rua do Visconde, para reabilitar, estamos a falar à volta de um milhão de euros", conclui.