Debate JM: Carlos Teles alerta para a necessidade de rigor orçamental

Por David Spranger

Haverá margem para diminuir impostos no concelho da Calheta? Sofia Canha, Carlos Teles e Gabriel Neto têm posições algo distintas e o atual presidente alerta para a necessidade de manter o rigor orçamental.

“O IMI é uma receita importante, mas é também importante que se crie um equilíbrio. Haver a taxa mínima é importante, mas em determinadas zonas é necessário definir a razoabilidade dos seus valores”, disse Sofia Canha. Lembra que “as pessoas alteraram a sua condição económica, e há pessoas a pagar 600 euros ou mais por ano”. Diz que “não estou a falar de casas com piscinas, porque essas à partida podem pagar, estou a falar de casas comuns que por terem boa vista agravam o IMI”, pelo que “é necessário na alteração do PDM prever isso”. A candidata socialista confessou, contudo, que “no meu programa não está expresso o abaixamento de impostos”.

Já Carlos Teles avisa que “é preciso não cair no erro de em determinadas alturas prometer mundos e fundos. Para haver despesa é preciso haver receita. Se prometemos novas estradas, é preciso dinheiro para cumprir. Temos o IMI na taxa mínima e legalmente não é possível baixar mais. Devolvemos 5% do IRS que a autarquia tem direito, temos IMI familiar na taxa mínima”. Admite que “poderá haver margem, mas sempre desde que haja margem para equilíbrio orçamental” e lembrou que “é preciso que o Estado dê o exemplo”.

Quanto a Gabriel Neto, não tem dúvidas de que “haverá margem para diminuir as taxas”, ironizando que “o IMI está na taxa mínima, mas porque antes tinha subido. 40 anos no poder dá para isto: subir e descer e somos gajos porreiros”. O candidato do CDS advoga ainda “uma taxa de água familiar” e melhores taxas no “licenciamento para a requalificação de imóveis que mantenham as suas fachadas originais”.