Debate JM: "Calheta só reduzirá mais nos impostos se o Estado der o exemplo"

Carlos Teles, candidato do PSD à Autarquia calhetense, afirma que tem que haver rigor orçamental na gestão das finanças do Município. "Nós não podemos prometer mundos e fundos. Sabemos que para haver despesas é preciso haver uma receita", afirma. Neste momento, a Autarquia tem o IMI na taxa mínima. Foi, aliás, dos primeiros municípios a fazer isso. "Demos passos importantes para baixarmos a carga fiscal aos nossos contribuintes. Que é preciso fazer mais? É. O Estado que dê o exemplo", desafiou Carlos Teles no debate que decorre nas instalações do JM, na rua 31 de Janeiro.

Aquele que é presidente da Câmara da Calheta espera ter a hipótese de baixar impostos mas afirma que, para isso, é preciso que o Município tenha capacidade financeira para corresponder a essa expetativa.

O candidato do PSD refere que o orçamento que a Câmara tem é para gerir e "não vamos prometer o que não podemos cumprir", assegurou.

Gabriel Neto, por seu lado, defende a importância de ser pensado, futuramente, numa taxa social de água. O candidato do CDS/PP aponta ainda a medida de dar isenções aos munícipes que queiram recuperar edifícios antigos". Sobre os nómadas digitais, Gabriel Neto e Sofia Canha consideram que estes foram importantes quando o rendimento do alojamento temporal não estava tão forte devido à pandemia. A candidata do PS acrescenta que muitos até poderão aproveitar para ficar cá. "Esta nova forma de trabalhar pode fixar essas pessoas, os jovens. O nosso concelho tem um clima apetecível. Esta forma de digitalização do trabalho tem custos mas tem essa vantagem: de as pessoas poderem levar o trabalho para onde quiserem", sublinhou. Carlos Teles afirma que os nómadas digitais, que começaram na Ponta do Sol, estão a se expandir. Já visitaram a Calheta. "Eu assisti a um programa televisivo que achei impressionante. Falou-se na Ponta do Sol, na empresa. Foi um programa excelente onde se falou no concelho da Ponta do Sol, que eu não tenho nada contra. Mas mais de 50 por cento das imagens que lá passaram foram feitas na Calheta", realça Carlos Teles.