Fórum da Poupança JM: Banca tem vertente pedagógica na conceção de crédito

David Spranger

A opinião é de Pedro Mello e Castro no decorrer do 1.º Fórum da Poupança JM, que vai decorrendo na tarde desta sexta-feira na própria redação deste jornal.

Miguel Guarda, o moderador do debate lançou a questão em relação à simbiose entre instituições bancárias e as famílias portuguesas, nomeadamente se houve algum facilitismo, de parte a parte, até porque ambas tinham bem presente na memória a anterior crise financeira.

Pedro Mello e Castro lembrou “há uma diretiva que foi transporta para Portugal, que regula toda esta situação, que obrigou a que houvesse uma alteração muito substancial da forma como são vendidos os produtos financeiros”, exaltando que na atualidade há uma forte componente pedagógica, “dada pelos profissionais, que têm formação para isso”, no sentido de que “tem de se conhecer o que o cliente quer”.

Ou seja, “só se pode dar o que o cliente pediu especificamente” e Pedro Mello e Castro considera que é isso que efetivamente vai acontecendo. “Não há razão para que a banca não contribua para este processo de aumento da literacia financeira e da aculturação das famílias”

Já Natália Nunes, acredita que depois de uma fase de grande rigor, poderá ter acontecido um certo abrandamento. Ou seja, crê que há “uma conceção de crédito responsável”, muito resultante da constatação de que “durante anterior crise, as instituições créditos passaram a ser mais responsáveis”. Todavia, admite que, “também elas, à semelhança das famílias, abandonaram alguns critérios”.

Mas a representante da DECO crê que temos consumidores mais responsáveis, reforçando que “temos que acautelar na vida ativa a passagem à idade da reforma”.