Jornadas Madeira 2020: “Não necessitamos de Bruxelas ou do Estado Central para dizer o que temos de fazer”, Henrique Silva

David Spranger

Henrique Silva, presidente da Associação de Desenvolvimento da Madeira foi o terceiro orador das Jornadas Madeira 2020, que decorrem na Ribeira Brava.

Especificou que a sua associação representa seis municípios e 28 juntas de freguesia, constatando que no conjunto daqueles concelhos – Santana, São Vicente, Porto Moniz, Ribeira Brava, Calheta e Ponta do Sol –, agregando ainda 17 Casas do Povo e mais de 20 IPSS.

Grande problema, deteta, é a redução de pessoas nesses concelhos, passando de “mais de 49 mil em 2011, para 46.217 em 2017”, pelo que esse será o primeiro combate: travar a desertificação. Ademais, “há um problema de envelhecimento, mormente nos concelhos a norte”.

Henrique Silva diz que “não necessitamos de Bruxelas ou mesmo do Estado Central para nos dizer o que temos de fazer”. Assegura que a sua associação “está sempre no terreno” e que “em outubro começaremos a ir a todos os nossos seis concelhos, para verificar os problemas e começar a preparar o próximo quadro comunitário, 21-27”.

“Falar do social não é só falar dos idosos” e é necessário ir à raiz do problema. A baixa natalidade preocupa-o, mas ão poderá ser vista de forma isolada. “Talvez houvesse mais mulheres disponíveis para ter mais do que um filho, se não tivessem que ir trabalhar todos os dias”, exaltando que hoje não é possível ficarem em casa.

Em outro âmbito, Henrique Silva ‘condenou’ a crítica gratuita, relevando que “nas casas do povo e nos lares, só quem lá está é que sabe a realidade”, exaltando o mérito da Região na gestão destes espaços, mormente em tempo de pandemia.