PIB regional cresceu 21% em cinco anos

Alberto Pita

O vice-presidente do Governo Regional disse hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) regional cresceu 21% entre 2013 e 2018, e que o comportamento das contas nos últimos anos irá contribuir positivamente para a resposta a dar agora à crise criada pela pandemia da covid-19.

Pedro Calado esteve hoje na Comissão de Economia e Finanças, onde foi apreciado, votado e aprovado por unanimidade o projeto de parecer para que a Conta de 2018 seja debatida e votada, em plenário, na próxima terça-feira de manhã.

Num encontro “mais técnico” do que o esperado para a próxima semana, o vice-presidente do Governo mostrou o comportamento da conta no tempo e comparou-o com as realidades nacional e dos Açores, para concluir que a performance madeirense foi a mais bem sucedida.

Depois de ter destacado que a Madeira foi o único dos três territórios a não ter “reservas” do Tribunal de Contas, apesar das sete recomendações produzidas, duas das quais novas, Pedro Calado assinalou que em 2018 o PIB regional bateu o recorde ao atingir os 4.890 milhões de euros [em 2019 voltou a subir para 5,1 MM euros], e tal aconteceu porque o produto cresceu 21% em cinco anos [se for o PIB per capita, a subida é de 25% ou +3.860 euros], a um ritmo de 4,2% ao ano.

Para estes resultados contou o investimento público, considerado o motor da economia, que cresceu no mesmo período 37%. Nos Açores e no continente os aumentos comparativos foram de 10% e 31%, respetivamente. Ajudaram também os sucessivos superavits que fizeram a capacidade de endividamento da Madeira subir, em quatro anos, "quase 400 milhões de euros".

O número dois do governo referiu ainda que a dívida global também vem tendo um comportamento positivo, contraindo dos 6,6 mil milhões de euros, em 2012, para os 5,192 mil milhões de euros, em 2018, e para os 5,124 mil milhões de euros, em 2019.

Relativamente à dívida direta, neste momento está fixada em 3,8 mil milhões de euros. “Apesar de tudo, as contas a 23 de junho face a 1 de janeiro de 2020, foram reduzidas em 102 milhões de euros”, complementou. A dívida indireta em 2019 estava em 613 milhões de euros.

“Estamos com uma situação financeira muito positiva”, concluiu o vice-presidente, mencionando que a situação madeirense é “muito prudente e confortável, em termos de rigor técnico”.

Apesar de o debate ter ficado guardado para terça-feira, os deputados lançaram, contudo, algumas questões ao governante. Sérgio Gonçalves, do PS, reconheceu que a execução da receita comunitária estava acima da média nacional, mas ainda assim distante da sua total execução, pelo que perguntou por que motivo tal sucedia. Ao nível do PIDDAR, assinalou também que em 2018 foram executados apenas 65% dos investimentos previstos. Na resposta, Calado disse que no quadro legislativo atual é “praticamente impossível” executar 100% do plano.