Preço das casas na Madeira sobe 8,1% em 2019

O preço da habitação na Região Autónoma da Madeira registou uma subida de 8,1% em 2019, situando-se em 1.556 euros/m2, segundo o índice de preços do idealista. Apesar da subida anual, no último trimestre do ano os preços desceram 0,6%.

Dos 10 municípios analisados, Porto Santo foi o que apresentou a maior subida (12,4%), seguido por Santana (7,6%) e Ponta do Sol (7,3%). Por outro lado, São Vicente apresenta a maior descida da região (8,9%). Em Machico (-0,1%) e Ribeira Brava (0,1%) os preços mantiveram-se praticamente inalterados em 2019.

O Funchal apresentou um aumento de 7,1% no último ano custando o preço do metro quadrado 1.832 euros. As freguesias mais caras para comprar casa no Funchal são Sé (2.440€/m2), São Martinho (2.241 €/m2) e São Gonçalo (1.753€/m2). Por outro lado, as mais baratas são São Roque (1.231€/m2), Monte (1.271€/m2) e Santo António (1.492€/m2). Em Porto Santo, o preço do metro quadrado custa 1.293€.

Em comparação com o resto do país, a habitação registou uma subida de 13,3% durante o mesmo período, situando-se em 2.028 euros/m2 - ultrap

Regiões de Portugal

Todas as regiões assistiram a um aumento de preços em termos anuais com a exceção do Alentejo onde desceram 0,4%. Destaque para a região Norte e Área Metropolitana de Lisboa, que viram ambas os preços crescerem 14,7%. Seguem-se, por esta ordem, Região Autónoma da Madeira (8,1%), Algarve (7,3%), Açores (1,9%) e Centro (1,6%).

Área Metropolinata de Lisboa com 2.941 euros por m2 continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve onde custa 2.209 euros por m2 e Norte (1.658 euros por m2) e Madeira (1.556 euros por m2). Do lado oposto da tabela, ou seja, as regiões mais baratas, encontram-se, por esta ordem a Região Autónoma dos Açores (918 euros por m2), Alentejo (1.017 euros por m2) e Centro (1.045 euros por m2).

Distritos

Os preços subiram em 20 distritos – entre 23 analisados, contando com as ilhas da Madeira e dos Açores –, com os maiores agravamentos de custo em 2019 a terem lugar no Porto (16%), Setúbal (15,6%), Bragança (12,7%), Porto Santo (Ilha) (12,4%) e Lisboa (11,5%). No caso de Coimbra, a subida no último ano foi de 8,3%.

Por outro lado, os preços das habitações desceram Portalegre (-18%), Santarém (-3,6%) e Viana do Castelo (-1,5%).

O ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.276 euros por m2), seguido por Faro (2.209 euros por m2) e Porto (1.918 euros por m2). Já os preços mais económicos encontram-se em Portalegre (635 euros por m2), Guarda (673 euros por m2) e Castelo Branco (683 euros por m2).

Capitais de Distrito/Cidades

Os preços aumentaram em 17 capitais de distrito, com Aveiro (22,5%) a liderar a lista. Seguem-se Setúbal (19,9%), Ponta Delgada (13,5%), Braga (13,1%) e Coimbra (11,6%). Em Lisboa e Porto a subida foi de 10,4 % e 6, respetivamente.

Lisboa mantém-se como a capital de distrito onde é mais caro comprar casa, qualquer coisa como 4.607 euros por m2. Porto (2.779 euros por m2) e Faro (1.871 euros por m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Já as cidades capitais de distrito mais económicas são Guarda (684 euros por m2), Castelo Branco (691 euros por m2) e Portalegre (724 euros por m2).

O índice de preços imobiliários do idealista

A partir do relatório referente ao primeiro trimestre de 2019, a metodologia de elaboração deste estudo foi atualizada. Após a incorporação do idealista/data ao grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas.


Por recomendação da equipa estística do idealista/data, a formula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, para além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários.

Incluímos ainda, a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão a algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos usuários. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista.