EDP estima em 300 ME custo com perda de competitividade das centrais a carvão

Lusa

A EDP informou hoje que a perda de competitividade das centrais elétricas a carvão terá um custo extraordinário de 300 milhões de euros e um impacto negativo nos resultados de 2019 de 200 milhões de euros.

Segundo a elétrica liderada por António Mexia, o custo extraordinário com as centrais a carvão é resultado da aceleração do processo de transição energética ao longo de 2019, que conduziu à deterioração das perspetivas de rentabilidade das centrais.

“A competitividade destes ativos é penalizada pelo aumento do preço das licenças de emissões de CO2, a redução dos preços do gás, assim como a perspetiva de aceleração do crescimento da capacidade instalada de energias renováveis”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Por outro lado, prevê-se a manutenção de “uma elevada carga fiscal sobre estes ativos, bem como uma vontade política de antecipação dos prazos de encerramento destas centrais”.

Este cenário irá assim resultar num custo extraordinário de 300 milhões no exercício de 2019 e corresponde a um impacto negativo de 200 milhões de euros ao nível do resultado líquido.