Prejuízo de 111 milhões não impede TAP de contratar mais 800 pessoas

A Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) registou prejuízos acumulados de 111 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, como o JM já havia noticiado. A companhia atribui o facto a "variações cambiais sem impacto na tesouraria", de acordo com um comunicado divulgado ontem.

"A TAP S.A. apurou um prejuízo acumulado, nos primeiros nove meses do ano, de 111 milhões essencialmente devido a variações cambiais sem impacto na tesouraria. Excluindo esta variação cambial, o lucro líquido consolidado do grupo TAP, no terceiro trimestre de 2019, foi de 61 milhões de euros positivos, compensando em mais 50% o prejuízo gerado no primeiro semestre de 2019», referiu a companhia, citada pelo Impala.

Segundo a companhia, o "acesso a crédito para cobertura do preço do combustível minimiza volatilidade nos resultados da TAP", sendo que a empresa já contratou "cobertura para mais de 50% do consumo previsto de combustível para 2020, a um custo cerca de 4% menor que o preço médio em 2019, o que equivale a uma poupança estimada de 30 milhões de euros" no próximo ano.

Não obstante, apesar do prejuízo acumulado, para 2020 a companhia antecipa o objetivo de continuar a contratar colaboradores para responder às necessidades do serviço. A contratação de mais de 800 novos colaboradores – entre os quais mais de 100 serão pilotos e cerca de 600 serão assistentes de bordo – é justificada precisamente com a necessidade de "fazer face ao crescimento da TAP".