ACIF teme crise económica regional profunda se Bruxelas acabar com regime de auxílios à ZFM

Paula Abreu

A ACIF teme que o fim do regime de auxílios à zona franca da Madeira vá resultar numa "crise económica profunda na região".

Em conferência de imprensa para informar sobre a resposta da associação ao relatório preliminar da comissão europeia no âmbito do procedimento de investigação despoletado pela CE, o presidente da ACIF alertou para a publicidade negativa que este tipo de ação tem tido para o centro internacional de negócios da Madeira, como também expressou Gonçalo Camelo, vice presidente da ACIF.
Os efeitos já se sentem com a quebra de receitas fiscais, que passaram de 200 milhões de euros em 2016 para 150 milhões em 2017. As previsões apontam para apenas 121 milhões de receitas provenientes do CINM em termos fiscais relativamente a 2018. São "uma quebra enorme", sublinhou Jorge Veiga França.
Na resposta a ser enviada até segunda feira a Bruxelas, a ACIF, que fez um questionário a mais de 900 empresas sediadas no CINM, chama ainda a atenção para a quebra de 80 a 90% do valor acrescentado bruto do CINM sem o regime de auxílios fiscais e de 10% do PIB regional. A perda estimada de emprego seria superior a três mil, com possibilidade de chegar aos 5 mil postos de trabalho.
A respeito desta questão, que sustenta a posição atual da CE sobre a Zona Franca, Tânia Castro, presidente da mesa do CINM da ACIF, sublinha que são trabalhadores reais e não virtuais, que têm encargos e famílias para sustentar.