André Barreto diz ser preciso aproveitar «estado de graça» no setor turístico

O presidente do Secretariado Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, André Barreto, falando hoje na abertura da XI Conferência Anual de Turismo, que decorre no Funchal, destacou as potencialidades e efeitos multiplicadores da indústria turística numa altura em que «Portugal parece estar na moda», mas alertou para a necessidade de «prolongar no tempo este estado de graça», porque o país e a região «precisam disso como de pão para a boca».

«Um produto apetecível, bem estruturado, mantido em condições ótimas, verdadeiro e com uma marca forte», apontou como objetivo ideal para o turismo madeirense e nacional.

Nesta Conferência que debate a importância e o papel das “Marcas” no setor do Turismo, o responsável criticou a morosidade com que estão a ser feitas intervenções na cidade do Funchal, nomeadamente nas ribeiras; o estado do mar em algumas zonas, poluído por dejetos; o estado das serras e das estradas regionais; e o congestionamento do Mercado dos Lavradores e de algumas levadas e percursos pedestres, "com grupos todos a serem descarregados à mesma hora".

Além disso, lamentou "o verdadeiro massacre que se faz ao turista por parte dos vendedores de ‘time sharing’, os angariadores de rua, de restaurantes, de excursões, passeios a pé, lojas de artesanato, safaris, voltas de barco”.

As "construções gigantescas de cimento no centro da zona turística e hoteleira"” foram também alvo de críticas.

"Construção de uma Marca", "Marcas no Turismo" e "Evolução das Marcas" são os temas da XI Conferência Anual do Turismo.