Prejuízo do Novo Banco agrava-se ligeiramente para 419,6 ME até setembro

Lusa

O Novo Banco registou um prejuízo de 419,6 milhões de euros até setembro, que compara com os 419,2 milhões de euros registado no período homólogo, foi hoje anunciado.

“O grupo Novo Banco registou até setembro de 2018 um resultado líquido negativo de 419,6 milhões de euros que compara com um prejuízo de 419,2 milhões de euros no período homólogo do ano anterior, dando continuidade à reestruturação em curso do seu balanço, de acordo com o seu plano estratégico”, afirma, em comunicado, a instituição financeira.

No período em causa, a atividade ‘core’, pela primeira vez, teve um crescimento de 5,2% do resultado financeiro e de 3,9% do produto bancário comercial, mais 20,3 milhões de euros.

Por sua vez, os custos operacionais continuaram a cair 7,8%, “o que permitiu um crescimento do resultado operacional ‘core’ de 41,5%”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, classificou como “particularmente positivo” o crescimento “da atividade normal, uma subida da margem financeira, uma subida do resultado comercial em mais de 40%, uma descida dos custos operativos, uma subida dos depósitos, uma redução do crédito mal parado".

António Ramalho garantiu ainda que não está previsto, para já, um reforço de capital no banco.

“Não neste trimestre. O acordo entre os acionistas para efeitos de reforço de capital é analisado semestralmente e, normalmente, desenvolvido ao ano. Quando chegarmos ao final do ano haverá o funcionamento regular da relação entre os acionistas Lone Star e Fundo de Resolução”, indicou.

Os custos operativos atingiram 363,5 milhões de euros, menos 7,8% em comparação com setembro de 2017, “reflexo das melhorias concretizadas ao nível da simplificação dos processos e da otimização das estruturas com a consequente redução de balcões e de colaboradores”.

“O montante afeto a provisões no valor de 456,2 milhões de euros inclui 232,6 milhões de euros para crédito, 15,2 milhões de euros para títulos e 208,4 milhões de euros para outros ativos e contingências onde se consideram, nomeadamente, as provisões para imóveis decorrentes da assinatura do contrato-promessa para a venda de uma carteira de ativos imobiliários (Projeto Viriato)”, lê-se no documento.

Até setembro, os custos com pessoal totalizaram 199,5 milhões de euros (-5,2% em termos homólogos), “para que contribuiu a redução, face a 30 de setembro de 2017, de 510 colaboradores”.

Já os gastos gerais administrativos atingiram 147,9 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 3,1%.

“Esta redução foi transversal à maioria dos agregados de custos e reflete os impactos da política de racionalização e otimização em curso. As amortizações registaram a expressiva redução de -48,1%”, aponta o Novo Banco no comunicado.

Em 30 de setembro, os depósitos totalizavam 29,5 mil milhões de euros, superior em 3,6 mil milhões ao registado em setembro do ano passado.

De acordo com o documento, após a conclusão do processo de venda do Novo Banco, a “sua posição de liquidez registou uma melhoria significativa” com o rácio regulamentar de liquidez a situar-se em 128%, mais quatro pontos percentuais face a dezembro de 2017.

O financiamento líquido junto do Banco Central Europeu, no final do terceiro trimestre, era de cerca de 3,5 mil milhões de euros, menos cerca de um mil milhões em comparação com junho de 2018 e de 1,7 mil milhões face a setembro de 2017.