Pesca e produção de ovos aumentou este ano na Madeira

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulgou, hoje, a informação estatística na área da Agricultura e Pesca para o ano de 2017, onde se inclui também informação para 2016 sobre a estrutura das explorações agrícolas e das Contas Económicas da Agricultura Regionais (CEAREG)

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulgou, hoje, a informação estatística na área da Agricultura e Pesca para o ano de 2017, onde se inclui também informação para 2016 sobre a estrutura das explorações agrícolas e das Contas Económicas da Agricultura Regionais (CEAREG).

Além dos quadros disponibilizados no portal, é também editada uma publicação anual, na qual está incluída uma análise de resultados, de onde se extraem os seguintes pontos que sintetizam a evolução do sector no referido ano:

Na agricultura, a direção revela que no que diz respeito ao Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas 2016 (IEEA 2016), a Madeira tinha naquele ano, 11.628 explorações e uma Superfície Agrícola Utilizada (SAU) de 4.893,2 hectares.

Comparativamente ao inquérito anterior (IEEA 2013), a redução de explorações foi de 3,6%, enquanto a SAU diminuiu 7,0%. Face ao Recenseamento Agrícola de 2009 (RA09), o número de explorações agrícolas caiu 14,6%, enquanto a SAU decresceu 9,9%. A área média de SAU (calculada pela divisão da SAU pelo número de explorações com SAU que é de 11 617) fixou-se nos 4 212 m2, acima da apurada no RA09 (3 997 m2), mas ligeiramente inferior à contabilizada no IEEA 2013 (4 365 m2).

Já a batata continuou a ser a cultura com maior volume de produção (30 689 t), observando-se um aumento de produção de 4 579 t entre 2016 e 2017.
Por sua vez, a batata-doce surge como a segunda produção mais relevante no grupo das culturas temporárias com 11 736 t, valor superior ao de 2016 em 442 t. Segue-se a cana-de-açúcar, com 10 830 toneladas, cuja produção mantém a trajetória de crescimento dos últimos anos, observando-se uma subida de 0,2% relativamente a 2016.

Nas culturas permanentes destacaram-se as produções de banana (23 187 t, +8,8% face ao ano anterior) e de uva de castas vitis vinifera (4 516 t, +28,5% que em 2016). No caso da uva - cuja origem de informação é o Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira, (IVBAM, I.P.) - é de referir que 81,4% da produção foi de tinta negra mole (81,7% em 2016).

A direção regional apresenta ainda os números sobre a produção animal, na medida que no ramo da avicultura industrial, a produção de ovos em 2016 rondou os 24,1 milhões de unidades, mais 9,4% que em 2016. O abate de frango não ultrapassou as 3.346,5 toneladas (peso limpo), decrescendo 5,6% em relação ao ano anterior.

O total em peso de reses abatidas e aprovadas para consumo da população em 2017 foi de 917,1 toneladas (peso limpo), diminuindo 2,0% face ao ano precedente. Este decréscimo reflete a diminuição verificada tanto nos suínos abatidos (-7,1%), como nos bovinos (-1,6%). Registe-se que a espécie mais abatida é a da raça bovina (92,9% do total).

O estudo mostra ainda que o total de pesca descarregada nos portos da Região aumentou 38,6% face a 2016, rondando as 7 987 toneladas. O valor de primeira venda cresceu 40,2%, com o acumulado anual a atingir os 21,6 milhões de euros.

O atum e similares foi a espécie mais abundante em 2017, atingindo as 5,2 mil toneladas (64,5% do total de pesca descarregada). A segunda espécie mais capturada foi a do peixe-espada preto, atingindo um total de 2,2 mil toneladas em 2017.

Em suma, as Contas Económicas da Agricultura e Exportações de produtos agrícolas mostram, de acordo com os dados provisórios das Contas Económicas da Agricultura Regionais (CEAREG), que a produção do ramo agrícola apresentou um aumento de 5,0% entre 2015 e 2016. Neste ano, o valor daquele agregado económico cifrou-se em 114,1 milhões de euros.

A A R.A. da Madeira expediu 18,9 mil toneladas de banana e 194,0 toneladas de batata-doce em 2017. De salientar ainda, a saída de cerca de 22 mil próteas e 15 milhares de hastes de cymbidium.

Os preços agrícolas em 2017 mostram que o índice de preços dos bens agrícolas no produtor decresceu 7,5% comparativamente a 2016. Para o referido decréscimo contribuíram essencialmente as diminuições dos índices de preços da batata para consumo (-17,2%), das hortícolas frescas (-14,7%) e dos frutos subtropicais (-7,5%).

Por sua vez, o índice de preços dos meios de produção de consumo corrente na agricultura, registou uma subida de 1,2% relativamente a 2016, grande parte determinada pelo aumento do índice de preços dos combustíveis para motores ( +10,4%) e das sementes e plantas (+10,0%)