ACIF convida associados a estarem presentes na reunião com Graça Fonseca

A presidente da ACIF - Câmara do Comercio e Indústria da Madeira, Cristina Pedra, organizou hoje uma conferência de imprensa a convocar os empresários associativos a estarem presentes amanhã, pelas 17 horas, dia em que a secretária de Estado Adjunta e da Mondernização Administrativa, Graça Fonseca, estará presente.

Na conferência de imprensa, a presidente explicou o motivo que traz a também "secretária de Estado do Simplex" à Madeira, explicando que serão apresentadas medidas relacionadas com este programa no país e que têm sido identificadas pelos empresários pois provocam "burocracias e estrangulamentos diversos" na atividade empresarial.

"É sintomático, por vezes, repetirmos informação pública para diversas entidades públicas. É frequente existir situações em que os sistemas informáticos não estão adaptados às solicitações e às informações que são obrigatórias e que, inclusive, se não forem dadas em tempo útil tornam-se alvo de coima, e estamos num período de encerramento de contas. Por isso é um periodo para podermos falar e para já ouvir o que se pode fazer nos próximos tempos", disse, reconhecendo as melhorias que têm sido feitas no Simplex, mas o caminho ainda é "longo".

Nesse sentido, a presidente da ACIF convida os empresários a estarem presentes amanhã, para darem a conhecer essas questões que estão por melhorar à secretária de Estado.

Á ACIF refere que o objetivo deste encontro não é colocar o Estado "mais próximo" do projeto na Madeira, mas sim fazer cumprir a informação pública no quadro e informações que são necessárias e eliminar outros "que o Estado tem dentro da sua própria estrutura" e não deve estar a pedir.

"Todas as empresas têm um sócio que é o Estado: que fiscaliza, que empresta contas, com sistemas informáticos, por vezes inoperacionais, como foi recentemente o IRS, logo nos primeiros três dias, rebentou o próprio sistema. Portanto as empresas são obrigadas, diariamente, a dar informações ao Estado, quer seja a Segurança Social ou o Instituto Nacional de Estatística, a outros inquéritos que são de elaboração obrigatória, portanto nós já vivemos com isso", referiu na conferência de imprensa, pedindo a restruturação do Estado de maneira a que a informação não seja novamente pedida. "Trabalhe internamente com a informação que é pública, na informação que não tem, que minimize a informação, apenas nesses campos, e que depois faça os tratamentos que tiver que fazer internamente", acrescentou.