Setor imobiliário acelera e já movimenta mais que o turismo na Madeira

Catarina Gouveia

O setor imobiliário não para de crescer na Região. Reflexo disso é o facto de o volume de negócios neste ramo ter ultrapassado os 640 milhões euros em 2022, valores substancialmente superiores ao volume de negócios do mercado turístico, que ronda os 470 milhões. Por seu turno, o volume de negócios para as empresas tecnológicas madeirenses é de cerca de 340 milhões de euros.

Os números foram destacados este sábado pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, na abertura da nova loja da Predimed Madeira, empresa do setor imobiliário, que está situada no centro da freguesia do Caniço, no edifício Canicentro Golden.

Na ocasião, o chefe do Executivo destacou que “ao contrário do que certas criaturas pensam, quem dinamiza a economia são as empresas e não o Estado, e quando se pensa ao contrário temos maus resultados”. “O que está a acontecer no imobiliário da Madeira é fruto de uma conjugação de fatores que não são aleatórios”, afirmou Albuquerque, que lembrou que a Região, no pós-pandemia, iniciou uma estratégia de diversificação da economia para além do turismo, na qual se revelaram fundamentais as áreas do imobiliário de alto e médio rendimento, e das empresas tecnológicas.

“Vamos no caminho certo”, acredita, justificando que o investimento no imobiliário de alto e médio rendimento “fixa populações, dinamiza as economias locais e apresenta um efeito multiplicador em todos os setores da economia”.

A abertura da loja contou também com a presença de outras entidades regionais, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, e o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Filipe Sousa.

José Manuel Rodrigues sublinhou igualmente que o setor do imobiliário, a par do turismo e das empresas tecnológicas, “pode ser realmente a base para que a Madeira passe ao largo desta tormenta do aumento da inflação”.

Por seu turno, Filipe Sousa deixou uma palavra de agradecimento a todas as empresas do concelho, tendo em conta que o IMT representa uma “importante receita” para o município de Santa Cruz. Recordou, neste aspeto, que relativamente ao período homólogo, em 2022 Santa Cruz registou um crescimento de 1,5 milhões de euros.