Participantes de Web Summit conhecem arte urbana de Lisboa

Lusa

Participantes na cimeira de tecnologia e empreendedorismo Web Summit, que começa na segunda-feira, em Lisboa, conheceram hoje arte urbana da cidade, num percurso pelas ruas do Bairro Alto, organizado pela empresa considerada a “Uber do turismo”, a CityGuru.

Foi o interesse por arte urbana que levou a alemã Hannah Boomgaaren, em Lisboa para participar na Web Summit, a levantar-se cedo a um domingo, para conhecer melhor a cidade que havia visitado há uns anos.

“Acho que, com a arte urbana, conseguimos aprender mais coisas sobre a cidade e sobre as pessoas que cá vivem, e conseguimos captar aqueles detalhes que passam despercebidos”, justificou, em declarações à agência Lusa.

Também a francesa Isabelle Romão não hesitou em dispensar parte do domingo para “saber mais” sobre a arte urbana da cidade, área na qual nota “muito mais dinamismo” em Lisboa.

Apesar de viver na capital há alguns anos e de ser casada com um português, nunca imaginou “que houvesse tantos artistas escondidos” com obras espalhadas pelas ruas, comentou à Lusa.

Enquanto Hannah é gestora de produto numa empresa alemã, Isabelle é diretora de marketing na organização não-governamental Assistência Médica Internacional. Além da área de trabalho, partilham a ideia de que a Web Summit é propícia à troca de contactos profissionais.

“É muito bom conhecer outras pessoas e fazer contactos”, notou Hannah Boomgaaren, enquanto Isabelle Romão falou na importância de o evento “criar conexões”.

A visita de hoje foi conduzida pela espanhola Marisa García, residente em Lisboa há quatro anos, que classificou a cidade como “muito interessante em termos de arte urbana, não só graffiti, mas também escultura, e muitos tipos de técnicas”.

Atualmente, a jovem formada em História de Arte é uma das participantes na CityGuru, plataforma ‘online’ que liga turistas e empresas do setor a guias em qualquer parte do mundo, permitindo-lhes fazer algum dinheiro extra.

Em declarações à agência Lusa, o diretor da CityGuru, João Moedas, explicou que o conceito da empresa é “o imediato”, mudando a forma como se fazem reservas para atividades turísticas, que normalmente implicam registo e pagamento antecipado.

“Eu vejo através do meu telefone, na aplicação, quem é que está disponível, verifico o perfil da pessoa e o tipo de ‘tour’ que faz e contacto aquela pessoa neste momento, […] um pouco como o modelo em que a Uber funciona”, precisou.

À semelhança da plataforma eletrónica de aluguer de transporte com condutor Uber, a CityGuru funciona com um sistema de georreferenciação e com uma forma de pagamento eletrónico.

Segundo João Moedas, os guias são, normalmente, estudantes universitários, numa média de cinco mais ativos por mês.

Quanto aos turistas que usam a aplicação, que em outubro foram 120, têm em média 35 anos e visitam a cidade em família.

A aplicação da CityGuru foi lançada na edição da Web Summit de 2016, em Lisboa.

De acordo com João Moedas, nos dois últimos trimestres teve um crescimento nos utilizadores de quase 750%.

Para o responsável, a Web Summit “foi boa, porque permitiu estabelecer contactos e parcerias”, que equivaleram a 5% das negociações feitas durante o evento.

Aludindo às receitas da empresa, João Moedas falou numa média mensal de 5.000 euros.

Além de Lisboa, a aplicação já chegou ao Porto e será levada para a capital holandesa, Amesterdão, no início de 2018.

A Web Summit decorre de segunda-feira a quinta-feira, no Parque das Nações, sendo esperados 65 mil participantes.