Barreto defende contrato social entre empregadores, empregados e Governo

Patrícia Gaspar

O secretário regional de Economia defendeu, esta manhã, “um contrato social entre empregadores e empregados e entre o Governo”, apelando às associações empresariais e às representações sindicais para que encontrem “uma forma de ultrapassar as adversidades, com estabilidade laboral e com um propósito de não adensar mais instabilidade àquela que pandemia já provocou”.

Rui Barreto falava no âmbito das reuniões mantidas com as Uniões Sindicais da Madeira para

recolher contributos para o Plano de Recuperação da Economia da Região (PERAM), que está a ser elaborado sob a alçada do Conselho Consultivo de Economia (CCE).

Esta manhã, o governante esteve reunido com a União de Sindicatos da Madeira (USAM) e com o presidente da Comissão Especializada Temporária para a Revitalização da Economia (CETRE), Nuno Agostinho, em representação do Conselho Económico e da Concertação Social.

Na ocasião, o secretário regional fez um “balanço positivo” do conjunto de reuniões quem foram levadas a cabo pelo CCE, sobe o mote “ouvir para melhor decidir”. Rui Barreto entende que o documento orientador do PERAM, que se encontra a ser desenhado pelo Conselho Consultivo de Economia, deve refletir os contributos dos partidos, dos parceiros sociais e das associações empresariais e sindicais.

Este documento tem que ser, sublinha o governante, “ajustado à realidade atual de pandemia” e aos recursos que o Governo Regional vai ter, “medindo as sensibilidades de todos”. Barreto deixa um alerta: “estes tempos que se avizinham serão difíceis e não devemos fugir à realidade. Convém que sejamos realistas, sem nunca perder a esperança”.

Num contexto de pandemia que dura há seis meses, o tutelar da pasta de Economia na Madeira chama ainda atenção para o facto de as empresas e alguns setores, nomeadamente a hotelaria e a restauração, terem sido “particularmente atingidos”, não havendo perspetivas de retoma.

“Temos de trabalhar sempre no bom controlo sanitário e promover a Madeira como uma ilha segura”. É muito importante estabelecer acordos que “deem o máximo de segurança a todas as partes (empresários e trabalhadores)”, conclui Rui Barreto.