Apenas 34,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico na Madeira apresentam movimento de hóspedes

Em julho de 2020, o setor do alojamento turístico registou perdas menores do que em junho, fruto da maior contribuição do mercado nacional, revelam dados da Direção Regional de Estatística da Madeira.

De acordo com a mesma fonte, as primeiras estimativas do mês de julho de 2020 mostram, comparativamente ao mês precedente, perdas menores no alojamento turístico da RAM, embora apenas 34,8% dos estabelecimentos apresentem movimento de hóspedes, correspondendo a 52,8% da capacidade do alojamento turístico total. Analisando por segmento, verifica-se que o turismo no espaço rural é o que apresenta maior percentagem de estabelecimentos do seu segmento com movimento de hóspedes (58,5%), seguido da hotelaria com 54,3% e do alojamento local com 32,5%.

No mês de julho de 2020, estimou-se um total de 116,4 mil dormidas no alojamento turístico, traduzindo um decréscimo de 86,0% em comparação com o mês homólogo. De sublinhar que excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas do alojamento turístico apresentam um decréscimo de 86,9% relativamente a julho de 2019. Os proveitos totais e os de aposento recuaram numa proporção semelhante (87,6% e 87,4%, respetivamente). No país, as dormidas apresentaram uma quebra de 68,1% enquanto os proveitos totais e de aposento observaram, ambos, uma variação negativa de 70,5%.

A hotelaria concentrou 67,8% das dormidas, decrescendo 88,3% em termos homólogos, enquanto o alojamento local registou uma quebra de 76,8%, congregando 27,2% do total de dormidas. Por sua vez, o turismo no espaço rural e de habitação, contemplou apenas 5,0% das dormidas, revelando uma diminuição de 66,3%.

Nos principais mercados emissores, as variações estimadas de dormidas no mês de julho de 2020 mostram um desempenho menos gravoso do que em junho, com o mercado britânico a apresentar a quebra mais acentuada, de 97,3%, seguido do francês (-92,3%) e do alemão (-83,4%). O mercado nacional registou uma queda menos pronunciada nas dormidas, na ordem dos 54,4%. Em termos acumulados (de janeiro a julho de 2020), o mercado francês, tal como no mês anterior, continua a registar a maior quebra, com -81,6% de dormidas, seguido do mercado alemão e britânico, com decréscimos de 65,7% e 62,1%, respetivamente. O mercado português apresentou, para o mesmo período, a quebra menos acentuada, de 57,2%, relativamente ao período homólogo.

Em termos acumulados (janeiro a julho), as dormidas no alojamento turístico decresceram 66,1%, enquanto os proveitos totais e de aposento apresentaram ambos uma quebra de 68,5%.

O valor da estada média registou um aumento relativamente ao mês anterior (3,05 noites), chegando às 4,10 noites.

A taxa de ocupação-cama do alojamento turístico no mês em referência fixou-se em 14,9%, 49,3 pontos percentuais abaixo do observado no mês homólogo. Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 16,0%.

O mês de julho de 2020, continua a registar valores significativamente baixos no RevPAR, que não ultrapassaram os 11,28 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), -78,5% que no mesmo mês do ano precedente. A hotelaria evidenciou um decréscimo de 79,1%, com um RevPAR de 11,86 euros.

Por sua vez, o proveito por quarto utilizado (ADR) passou de 76,99€ em julho de 2019 para 70,50€ em julho de 2020 (-8,4%).