A pressão da procura no mercado de arrendamento da Madeira diminuiu no arranque deste ano, contrariando a tendência nacional de aumento da procura por habitação. Segundo uma análise divulgada esta segunda-feira pelo idealista, a Madeira registou uma quebra de 18% no número médio de contactos por anúncio de arrendamento no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados revelam que, a nível nacional, cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos nos primeiros três meses do ano, o que representa um crescimento de 20% da procura, num contexto em que as rendas desceram 2,7%.
No Funchal, cada casa anunciada para arrendar recebeu, em média, 19 contactos durante o primeiro trimestre do ano, valor que coloca a capital madeirense abaixo de cidades como Leiria (31 contactos), Santarém (29), Faro (27) ou Lisboa (21). Ainda assim, o Funchal mantém níveis considerados elevados de pressão da procura no mercado habitacional.
O estudo do idealista destaca que a Madeira surge entre as regiões do país onde a procura mais recuou, apenas atrás de distritos como Portalegre (-31%), Évora (-29%) e Santarém (-24%).
Citado na nota enviada às redações, Ruben Marques, porta-voz do idealista, refere que “a procura por casas para arrendar continua bastante acima da oferta disponível em várias zonas do país”, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde persiste “forte competição entre famílias por cada casa anunciada”.
A análise foi realizada pela idealista/data, plataforma de análise de mercado do grupo idealista, com base nos contactos efetuados por potenciais interessados em anúncios de arrendamento publicados em Portugal durante o primeiro trimestre de 2026.