Miguel Albuquerque esteve na manhã desta terça-feira na cerimónia de abertura, oficial, da primeira loja ‘meia.dúzia Sabores de Portugal’ na Regional, situada na Rua do Aljube, no Funchal, numa sessão em que também compareceram José Manuel Rodrigues e Jorge Carvalho.
Na ocasião, o presidente do Governo Regional agradeceu primazia dos empresários no investimento na Região, lembrando se tratar de “uma marca que já está consolidada no mercado nacional e no mercado internacional e tem uma grande vantagem que é a possibilidade prática de alargar as parcerias com empresas locais e com os nossos produtos”.
Albuquerque frisou que “os nossos produtos, como sabem, são produtos nichos, nós não vendemos, nem podemos vender em escala, mas podemos fazer com que o produto transformado tenha um valor acrescentado. No fundo, é estas parcerias que eu estou a estabelecer que vão também favorecer a nossa economia e o sobretudo setor primário”.
Num olhar mais generalizado, vincou que “a economia está a crescer há quatro anos e 11 meses, de forma consecutiva, acima da média nacional e, neste momento, os indicadores que nós temos é que até o dezembro vai continuar em crescimento”.
“Temos, neste momento, a dívida está consolidada, continuamos com excedente na balança comercial, portanto é o sétimo ano com excedente na balança comercial, ou seja, as exportações são superiores às importações, o índice de confiança está alto e continuamos, neste momento, sobretudo com a aprovação dos novos projetos, numa senda de diversificação da nossa economia”, partilhou também.
No futuro a breve prazo, teremos “novos investimentos previstos na área tecnológica, que são investimentos importantes, inclusivamente com o apoio do Banco de Fomento, vamos ter novas empresas aqui de tecnologia de conta, que trazem mais valor acrescentado e que são importantes também para termos salários mais altos e a fixação dos jovens portugueses”.
O líder do Executivo madeirense socorreu-se da recente deslocação de uma comitiva a países asiáticos, para sintetizar que “há potencial em diversas áreas, como seja fixar aqui uma das maiores farmacêuticas do mundo, através do CINM”, frisando que “há que aperfeiçoar os contactos”, também foi observada “uma grande apetência pelo consumo do Vinho Madeira, que pode ser um bom mercado exportador”, vincando ainda a possibilidade que se abriu que “trazer algumas empresas de tecnologia de ponta, na área robótica”.
Agora, “há que convencer esses investidores a virem para cá, e é preciso que eles saibam que não há melhor local para fixar as suas empresas”, sublinhou Albuquerque, , explanando alguns apoios existentes na política de transportes marítimos, considerando que não será por essa razão que se perderão investidores, para além de enfatizar que “temos os impostos baixos” que, de alguma forma, compensam os transportes”.