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Economia da Madeira manteve crescimento no final de 2025, mas a ritmo mais moderado

Data de publicação
16 Março 2026
10:20

A atividade económica na Madeira manteve-se em crescimento em dezembro de 2025, embora a um ritmo inferior ao registado no mês anterior, segundo o Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) divulgado pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).

De acordo com a DREM, “a atividade económica regional manteve uma trajetória positiva de crescimento, embora a um ritmo inferior ao registado no mês anterior”.

No turismo, o número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentou 2,1% em dezembro, abrandando face aos 3,5% registados em novembro. Também os proveitos totais cresceram, mas a um ritmo inferior, com uma subida de 12,0%, enquanto o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) avançou 11,9%, igualmente abaixo do valor observado no mês anterior.

Entre outros indicadores divulgados esta segunda-feira, a emissão de energia elétrica aumentou 3,0%, ligeiramente acima do registado em novembro (2,9%). Em sentido contrário, a introdução no consumo de gasóleo diminuiu 2,1%, agravando a quebra verificada no mês anterior.

No tecido empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas fixou-se em 2,5 novas empresas por cada dissolução, valor inferior ao registado em novembro, quando o rácio tinha sido de 3,2.

Os indicadores de confiança registaram uma diminuição nos setores da indústria transformadora, comércio e serviços, enquanto na construção e obras públicas se verificou um aumento.

No consumo privado, a introdução no consumo de gasolina aumentou 6,8% em termos homólogos, abaixo dos 8,1% observados em novembro, confirmando um abrandamento do crescimento. Os levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões nacionais cresceram 4,5%, também abaixo do registado no mês anterior (6,0%).

As vendas de automóveis ligeiros de passageiros diminuíram 5,8%, embora a contração tenha sido menos intensa do que em novembro, quando a quebra tinha atingido 18,8%.

No investimento, os indicadores apresentaram comportamentos diferenciados. As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias registaram uma queda acentuada de 31,0%, enquanto a comercialização de cimento manteve-se em terreno negativo, com uma variação de -11,8%.

Por outro lado, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias aumentou 8,1%, e a avaliação bancária da habitação registou um crescimento de 17,5%.

Exportações recuam ligeiramente

Na procura externa, as exportações regionais de bens registaram uma ligeira diminuição de 0,2% em dezembro, interrompendo a trajetória de crescimento observada desde o início do ano. Já as importações aumentaram 17,2%.

O movimento de mercadorias nos portos da Região cresceu 7,2%, enquanto o tráfego de passageiros nos aeroportos regionais aumentou 7,4%, embora a um ritmo inferior ao observado em novembro.

Desemprego continua a diminuir

No mercado de trabalho, o número de desempregados inscritos diminuiu 7,8% em termos homólogos, mantendo a trajetória descendente dos meses anteriores, ainda que menos acentuada do que a verificada em novembro.

Os pedidos de emprego também registaram uma redução de 7,7%, enquanto as ofertas de emprego acentuaram a queda, com uma variação de -18,3%.

Inflação desacelera

No que diz respeito aos preços, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) abrandou para 3,1% em dezembro de 2025, após os 3,3% registados no mês anterior.

A inflação nos bens fixou-se em 2,1% e nos serviços em 4,4%, ambos valores abaixo dos registados em novembro. Já a inflação subjacente diminuiu para 2,7%.

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