O diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, chega hoje à Venezuela, numa visita programada para 10 dias, no âmbito das comemorações do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, que se celebra no próximo 1 de julho.
Entre 24 de junho e 2 de julho, Rui Abreu irá se focar na área social, mais concretamente através da assinatura de quatro contratos-programa de apoio a instituições de solidariedade madeirenses com sede na Venezuela, nomeadamente ao Lar Padre Joaquim Ferreira, à Associação Sonrisa, à Sociedade de Beneficência das Damas Portuguesas e ao Lar Geriátrico Luso-Venezuelano de Maracay.
"São associações madeirenses que fazem um trabalho meritório no apoio à nossa comunidade mais necessitada, que trabalham muitas vezes em contextos económicos e políticos bastante difíceis e com sacrifício pessoal, mas que não esquecem aqueles que precisam de ajuda", elogiou, acrescentando que "estes mecanismos criados pelo Governo Regional, visam enquadrar uma política de apoio aos madeirenses pelo mundo, através das instituições sociais que, no terreno, desenvolvem esse trabalho social."
A programação inclui uma deslocação ao aeroporto para o estádio de futebol em La Guaria para assistir ao jogo do Marítimo. De seguida, dá lugar a uma visita ao Clube de Tanaguarenas. Ainda no decurso da visita, vai encontrar-se com o corpo diplomático português da região, Ricardo Cortes, cônsul-geral de Portugal em Caracas, e com João Pedro Fins do Lago, embaixador de Portugal na Venezuela.
A 1 de julho, Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, centenas de membros da comunidade vão marcar presença no Centro Português de Caracas.
Durante a cerimónia comemorativa, o Governo Regional, através da Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa, vai distinguir seis personalidades. As cerimónias encerram com animação a cargo do cantor madeirense Miro Freitas e do grupo 'San Luís'.
No dia 2 de julho Rui abreu vai até ao Centro Cultural Virgem de Fátima de Guatire.
"No dia da Região e das Comunidades é quando assinalamos e enaltecemos a história da nossa Terra e do nosso Povo, aquele que ficou, mas também aquele que partiu das ilhas da Madeira e do Porto Santo em busca de melhores condições de vida", sublinhou o governante, continuando: "Nascia assim a 'Madeirensidade' pelas mãos da nossa Diáspora que, honrando os antepassados, levou mundo-fora os valores, as tradições e a identidade madeirense".
Mónica Rodrigues