Antunes queixa-se de falta de atenção por parte do Getafe e da FPF após lesão grave

O internacional português que joga no Getafe sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados do joelho direito, em abril de 2019, que o deixou oito meses parado. Contudo, queixa-se da falta de atenção por parte do clube e da própria FPF (Federação Portuguesa de Futebol).

Numa entrevista que deu recentemente ao jornal ‘A Bola’, o jogador afirmou que a recuperação foi feita às custas “de dor, impotência e desespero”.

Recordou o dia que voltou a pisar os relvados após a lesão, com muita emoção.

“Foi como se tivesse entrado pela primeira vez num campo de futebol, como se fosse a minha estreia como profissional, como se fosse uma criança a voltar ao seu parque preferido ou a estar de novo com o pai que há muito não via, uma emoção muito forte só comparável à que sinto quando visto a camisola da seleção”.

Mas não escondeu a desilusão que sentiu da forma como foi tratado pelo Getafe. “A verdade é que permitiram que fosse tratar-me em Portugal mas, depois, nos três meses em que lá estive, não recebi uma única chamada. Depois de dois anos a defender como defendi a camisola do Getafe, de ter ficado na história por ter ajudado o clube a entrar na Liga Europa e de me ter lesionado ao seu serviço, julgo que talvez tivesse merecido um pouco mais de atenção.”

Mas as “culpas” não recaem apenas para o clube espanhol. “Curiosamente, quando estava em tratamento, fui fazer recuperação à piscina do hotel de Espinho onde estava a seleção que jogava no Porto para a Taça das Confederações. Tive então uma pequena conversa com um adjunto de Fernando Santos, perguntou-me como me sentia, como estava a decorrer o processo, mas pouco mais que isso”.

“A impressão que tenho é que nem todos os jogadores que defendem a Seleção são tratados da mesma forma e isso é mau, se defendes a camisola do teu país uma ou cem vezes, tens direito a ser considerado de maneira idêntica”, rematou.