Madeira SAD perde na final da Taça de Portugal de andebol em femininos

Lusa

A equipa feminina do Madeira Andebol SAD perdeu com o Colégio de Gaia por 23-22, falhando a conquista da Taça de Portugal, permitindo ao Colégio de Gaia a conquista da "dobradinha".

As gaienses venceram a terceira taça do seu historial - já o tinham conseguido nas épocas 1989/90 e 1997/98 - frente ao mesmo adversário da final do campeonato, num jogo em que assumiram a liderança do marcador após uma entrada forte na segunda parte e aguentaram, depois, a resposta insular - não houve golos nos últimos cinco minutos.

A equipa insular, que registou o segundo ano sem triunfos na prova, depois de 17 triunfos consecutivos, entre 1998/99 e 2014/15, instalou-se cedo na liderança, com cinco golos entre os 6:30 e os 12:44 minutos (5-1), forçando a turma adversária a pedir o primeiro de desconto de tempo do jogo.

As gaienses, lideradas pela lateral-direita Sandra Santiago - marcou cinco dos oito golos da equipa no primeiro tempo e 10 em todo o jogo - encurtaram a diferença para um golo (6-5), em pouco mais de cinco minutos.

O Madeira SAD, porém, voltou a destacar-se nos últimos 10 minutos do primeiro tempo, ao beneficiar da capacidade da pivot Renata Tavares para prender a defesa e da eficácia do braço esquerdo de Érica Tavares - melhor marcadora insular no primeiro tempo, com quatro golos.

A equipa treinada por Paula Marisa Castro apresentou um rendimento bem superior após o intervalo, com a zona direita a revelar-se especialmente eficaz, pela ação de Ana Gante e Nair Pinho, ponta que viria a concretizar a reviravolta (14-13), aos 36:42 minutos.

As nortenhas alargaram a margem até aos cinco golos (22-17), aos 48:28 minutos, quando o Madeira SAD pediu um desconto de tempo que originou uma resposta com quatro golos consecutivos, a maioria deles apontados por Érica Tavares - melhor marcadora da final, com 12 golos.

As equipas entraram para os cinco últimos minutos separadas por um golo, mas, nesse período, as guarda-redes e as defesas superiorizaram-se aos ataques, não concedendo mais qualquer golo.