Taça da Liga: Conceição abdica de treinar penáltis antes da ‘final four’

LUSA

O FC Porto prescindiu de treinar penáltis antes da ‘final four’ da Taça da Liga de futebol, referiu hoje o treinador Sérgio Conceição, na véspera do confronto das meias-finais diante do ‘secundário’ Académico de Viseu.

“Não treinei penáltis. Das outras vezes, treinei e perdemos”, atirou de maneira sucinta o técnico, em conferência de imprensa, aludindo às duas derrotas sofridas com o Sporting através do desempate da marca dos 11 metros nas ‘meias’ de 2017/18 (3-4, após 0-0 no tempo regulamentar) e na partida decisiva de 2018/19 (1-3, após 1-1), ambas em Braga.

Sérgio Conceição falou também na outra final perdida em 2019/20, quando os ‘dragões’ cederam face ao Sporting de Braga no período de compensação (0-1), para, nas meias-finais de 2020/21, permitirem a reviravolta do Sporting com dois golos perto do fim (1-2).

“A aprendizagem que temos é diária e não relativamente a uma determinada competição. Agora, sei que nos jogos a eliminar nos pode acontecer aquilo que aconteceu frente ao Sporting de Braga, quando uma série de ressaltos na última jogada do encontro deu golo ao adversário, ou perdermos em penáltis. Estes pormenores são importantes. Dá sempre para aprender em cada partida, desde que estejamos focados e apaixonados”, partilhou.

O FC Porto está pela quinta vez na ‘final four’ da Taça da Liga, formato instituído desde 2016/17 e que falhou na última temporada, ao ser superado pelo Santa Clara na primeira fase, ambicionando agora ficar simultaneamente na posse dos quatro troféus nacionais.

“A Taça da Liga tem evoluído de ano para ano. Lembro-me perfeitamente do seu início, quando, às vezes, até se metiam a jogar atletas da equipa B ou dos juniores. Isso hoje já não existe e toda a gente quer ganhar. Conquistar a Taça da Liga não nos dá gasolina nenhuma, mas é uma possibilidade de conquistar mais um título para o FC Porto”, notou, sobre os cinco pontos de atraso para o líder Benfica no final da primeira volta da I Liga.

Na sequência das finais perdidas em 2009/10, 2012/13, 2018/19 e 2019/20, os ‘dragões’ procuram arrebatar um inédito título na 16.ª edição da competição mais jovem do futebol profissional luso, cuja ‘final four’ também reúne os primodivisionários Sporting e Arouca.

“As equipas hoje disputam este título como se do título de campeão nacional se tratasse. Isso diz bem do formato que a Taça da Liga tem neste momento, que pode e vai evoluir ainda mais. Para nós, é um título importante, porque ainda não o temos no museu, mas não vou falar nisso ou as coisas podem correr mal. Em primeiro lugar, vamos pensar no Académico de Viseu e, se passarmos à final, falaremos disso”, frisou Sérgio Conceição.

O sérvio Marko Grujić sofreu uma tendinopatia do isquiotibial à direita e juntou-se hoje a Francisco Meixedo e ao brasileiro Evanilson no boletim clínico dos ‘dragões, num dia em que o nigeriano Zaidu, afastado dos relvados há praticamente três meses, devido a uma rotura muscular no adutor da coxa esquerda, treinou pela primeira vez sem limitações.

Confrontado com declarações do guarda-redes Diogo Costa, que disse na segunda-feira que a Taça da Liga confere um incentivo extra, como se de “gasolina” se tratasse, Sérgio Conceição aventou a quinta titularidade do habitual suplente Cláudio Ramos na prova.

“A nossa gasolina é diária. A adrenalina de que o Diogo Costa falou… É normal. Ele vai estar no banco. Normalmente, quando se está fora sente-se mais essa adrenalina em relação aos jogadores que estão lá dentro [do relvado] e tão ligados ao jogo”, ironizou.

O FC Porto, terceiro colocado da I Liga, mede forças com o Académico de Viseu, quinto da II Liga, na quarta-feira, a partir das 19:45, no Estádio Municipal de Leiria, em encontro das meias-finais da Taça da Liga, com arbitragem de Rui Costa, da associação do Porto.