Marítimo entende que a “tutela deve um pedido de desculpas aos sócios do clube”

Redação

O Marítimo reagiu há momentos à decisão do Governo Regional de não permitir o acesso de público no jogo com o Nacional, deste sábado, através de um comunicado em que considera que a “tutela deve um pedido de desculpas aos sócios do clube”.

Na nota publicada no sítio oficial do clube na Internet, o Marítimo lembrou que a presença de adeptos no estádio resultou de um “desafio lançado pelo próprio Governo Regional”, tendo o clube, ao longo das últimas semanas, tratado de criar as condições para acolher em segurança o regresso dos adeptos.

O emblema liderado por Carlos Pereira assegurou que as medidas implementadas no estádio foram “rigorosas e exigentes”, tendo ainda questionado o que é “mudou, nestes últimos dias, na Região Autónoma da Madeira em termos epidemiológicos”.

Leia em baixo o comunicado na íntegra.

"O Marítimo da Madeira tomou hoje conhecimento da decisão transmitida pelo Governo Regional, em conferência de imprensa, de não permitir o acesso de público ao estádio do Marítimo no jogo da 6.ª jornada da Liga NOS.

Mais tarde, às 17:37 horas foi-nos notificada formalmente a decisão pelo IASAUDE. Até aqui, o que conhecíamos era o desafio que nos foi lançado pelo próprio Governo Regional, numa sessão em que participou o Presidente do Marítimo da Madeira, José Carlos Rodrigues Pereira, e o Secretário da tutela, Dr. Pedro Ramos, acompanhado da sua equipa, sendo que, posteriormente, deram sequência aos trabalhos os técnicos do Marítimo e da Saúde, definindo procedimentos e condições de segurança para avançar com a operação.

Ao longo das últimas semanas mobilizámos sinergias e traçámos um plano minucioso para que os adeptos pudessem regressar em segurança ao futebol num jogo com risco reduzido de transmissão, dada à situação epidemiológica que se vive atualmente na Madeira.

Não conseguimos, por isso, apurar o que mudou, nestes últimos dias, na Região Autónoma da Madeira em termos epidemiológicos.

Fomos rigorosos e exigentes no trabalho que realizámos e, por isso, fomos além do solicitado pelas autoridades oficiais noutros campos por esse país fora.

À medida que o trabalho foi sendo desenvolvido, teve, também, o acompanhamento e validação da Liga Portugal e da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência (APCVD).

Estranhamente, e apesar de o nosso estádio ser de primeira categoria, permitir acessos diferenciados e garantir espaçamento suficiente para 749 espectadores, menos de 10% da lotação total (10600), o Governo Regional não permitiu o regresso dos adeptos ao futebol na melhor sala de espetáculos da Região Autónoma da Madeira. A tutela deve, por isso, um pedido de desculpas aos sócios do Marítimo pela alteração por si provocada

O Marítimo, exaltando o seu dever cívico e sentido de responsabilidade, vem pedir desculpa aos sócios e adeptos que se deslocaram, ordeiramente, durante o dia hoje, ao nosso estádio para levantar o seu ingresso e, consequentemente, comunicar que, na sequência da decisão emanada da conferência de imprensa do Presidente do Governo Regional, o processo de entrada de público no próximo jogo está forçosamente cancelado.

Continuamos determinados em trazer os sócios e adeptos do Marítimo ao Estádio e continuaremos a lutar por eles sempre que entendermos, como é o caso, que a situação epidemiológica permita e que a saúde pública não seja minimamente colocada em causa."