“Tenho o sonho de ser dos melhores atletas de SUP do mundo ", diz Tomás Lacerda

Lusa

O madeirense Tomás Lacerda, atleta júnior do Clube Naval do Funchal, admitiu à agência Lusa que “sonha ser dos melhores do mundo” em stand up paddle (SUP).

"Tenho o sonho de ser dos melhores atletas de SUP do mundo, representar Portugal nos Jogos Olímpicos e fazer história tanto no 'SUP Wave' como no 'SUP Race'. Claro que tudo isto implica muita dedicação e treino, mas espero um dia conseguir", afirmou o jovem atleta que já deixou o seu marco na história do desporto em Portugal.

Após um “fim de semana de sonho”, com a conquista de três títulos no 'Porto e Matosinhos Wave Series', Tomás Lacerda sagrou-se campeão nacional 'Race Técnico' e campeão nacional SUP 'Wave Open' pela primeira vez na sua carreira e ainda revalidou o título de sub-18.

“Depois de ter começado bem o ano, já estava a perder a esperança de que as provas se fossem realizar, mas continuei a treinar e sagrar-me, no sábado, campeão nacional de 'Race Técnico Open', foi algo inesquecível. No domingo, a cereja no topo do bolo foi entrar no campeonato nacional SUP 'Wave Open' e, sem grandes expectativas, conquistar o título nacional, foi dos momentos mais emocionantes da minha carreira”, comentou.

Na final do Open Masculino, surpreendeu todos os presentes ao deixar para trás o atleta com mais títulos a nível nacional, Filipe Meira (Surf Clube de Sesimbra).

“É um grande atleta, um grande remador, um dos melhores de Portugal. Eu admiro-o imenso, cresci nesta modalidade a olhar para ele e vencê-lo foi inesquecível e muito positivo. Temos uma boa amizade e aprendo muito com ele”, destacou a jovem promessa da modalidade.

Em janeiro, Tomás Lacerda fez história por duas vezes ao tornar-se no primeiro português a subir ao pódio da prestigiada prova 'GlaGla Race 2020', na qual ficou a 30 segundos do primeiro classificado, numa prova disputada nos alpes franceses, onde tornou-se, igualmente, no primeiro júnior português a vencer uma prova internacional na modalidade. Na maratona, de 630 atletas, terminou em 14.º lugar.

“Este meu último ano como júnior tem sido incrível. Comecei o ano com uma participação no ‘GlaGla Race’, uma das provas míticas do stand up paddle, que decorreu em janeiro, com muito frio”, lembrou.

Tomás Lacerda não esqueceu as suas raízes e destacou o "orgulho" que tem em ser português e madeirense, pretendo levar isso ao nível mais alto possível.

“Foi importante para mim representar as cores da minha região. Fazer história no desporto português e no desporto madeirense é o meu objetivo. Tenho muito orgulho em ser madeirense e quero levar a bandeira da Madeira o mais longe possível”, salientou.

O atleta revelou ainda que viver na Madeira é “uma grande vantagem” para a prática desta modalidade, porque oferece as “melhores condições do mundo” e justificou com um nome de topo a nível mundial que escolhe a ilha para treinar.

“É um dos melhores sítios do mundo para treinar para esta modalidade. Podemos treinar em todo o tipo de condições e temos a vantagem de, em 20 minutos, poder treinar em altitude, o que é algo muito vantajoso para um atleta de alta competição. O exemplo disso é o facto do dinamarquês Casper Steinfath, que já venceu inúmeros campeonatos do mundo, fazer parte da sua pré-época na Madeira”, sublinhou.