O presidente do Nacional, Rui Alves, espera que a Assembleia Geral da Liga atue com “independência” na condução dos trabalhos da reunião que, na segunda-feira, permitindo assim que a proposta apresentada pelo emblema madeirense possa ser apreciada e votada a par de outras que visam definir a chave de repartição das receitas oriundas da centralização dos direitos audiovisuais da I e II Ligas.
“Esperemos que, a menos que haja, na próxima segunda-feira, uma situação que nos possa envergonhar no futuro, que o sr. presidente da Assembleia Geral da Liga conduza os trabalhos com a independência que o cargo merece, para que a proposta do Nacional, que é dos 22 clubes que o incumbiram de tal, possa ser votada em simultâneo - designada por proposta B - e que os clubes, em voto secreto, possam exercer o seu direito de voto de forma livre e democrática”, afirmou o dirigente em conferência imprensa realizada esta tarde no Estádio da Madeira.
A proposta do Nacional para a distribuição financeira das receitas de transmissões televisivas sugere uma relação de 1 para 4.07, enquanto a proposta da Liga, é de 1 para 8. Neste sentido, apelou ao bom senso dos clubes no sentido de escolherem a opção que mais convém aos sócios que os elegeram.
“Não acredito que nenhum dirigente prefira receber 5 em vez de receber 7, porque não foi por isso que foi eleito pelos seus sócios”, acrescentou, reforçando que “nenhum sócio das 29 sociedades desportivas que são protegidas, quer pelo espírito da lei, quer pela proposta do Nacional, tenham os seus dirigentes a votar contra os interesses dos seus associados e adeptos.”