O presidente do Marítimo afirmou hoje que o clube vai “respeitar a orientação” da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na Assembleia Geral (AG) de votação da chave de repartição dos direitos audiovisuais das I e II Ligas.
Carlos André Gomes lembrou que o Marítimo é um dos clubes integrados na direção da Liga Centralização, que discute a questão dos direitos audiovisuais das competições profissionais de futebol, consagrada pelo Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março, tendo como objetivo “construir algo positivo para o futebol português”.
“Consoante a orientação e o plano de trabalhos da AG, o Marítimo tomará a sua posição de defesa do futebol português”, revelou o líder do emblema insular.
O dirigente falava aos jornalistas à margem das comemorações do centenário da conquista do Campeonato de Portugal, em 1925/26, num evento realizado no Estádio do Marítimo, no Funchal.
O líder dos ‘verde rubros’ comentou ainda as recentes declarações do presidente do FC Porto, André Villas-Boas, que ameaçou agir judicialmente caso a proposta alternativa do Nacional, relativa à centralização dos direitos audiovisuais, seja aprovada.
A sugestão dos ‘alvinegros’ privilegia uma maior base de equilíbrio entre todos os clubes, ao passo que a proposta da LPFP tem mais em conta a dimensão mediática e o mérito desportivo.
Relativamente ao tema, Carlos André Gomes disse que as críticas do homólogo ‘azul e branco’ são uma “posição normal de defesa” do FC Porto.
“Quando o presidente André Villas-Boas vem atacar o modelo do Nacional é porque, se calhar, esse modelo é bom para todo o futebol português, exceto os três ‘grandes’”, notou.
Apesar da rivalidade, Carlos André Gomes explicou que o Marítimo até “esteve a trabalhar” com o Nacional na elaboração de uma chave de alternativa para a repartição de receitas, pois é importante “transmitir alguma estabilidade para o futebol português”.
A AG extraordinária realiza-se na segunda-feira, com início às 10:00, no auditório da sede da LPFP, no Porto, e vai assinalar mais um passo na centralização dos direitos de transmissão dos jogos dos dois escalões principais, prevista a partir da época 2028/29.
Em 17 de abril, os clubes ratificaram por maioria a proposta do organismo relativa ao procedimento de venda para o mercado doméstico, com voto contra do Benfica e a abstenção do também primodivisionário Nacional.