Arrancou, há instantes, na Rua das Pretas, a arruada proporcionada pelo Teatro Bolo do Caco, com um dinâmico 'Cortejo Bonecos Inconstantes'.
Rua abaixo, ao som de muita música, seguem os 'bonecos', incorporados pelos atores do grupo teatral, arrancando sorrisos das centenas pessoas com quem interagem, incluindo dezenas de crianças que estão a acompanhar o momento com muita alegria.
Sandra Nóbrega, diretora do departamento de Cultura, referiu-se a este projeto multidisciplinar, cujo orçamento ascende aos 130 mil euros, como uma oportunidade de palco para os artistas.
"Havia falta de palco para estes artistas. É uma forma de lhes dar palco. Os artistas precisam de palco e de público", afirmou, momentos antes de ter sido dado o pontapé de saída da arruada.
Rumo ao Jardim Almirante Reis, os caminhantes carregam consigo a animação despertada por aquele que é um novo festival, nascido no Funchal, com organização da Câmara Municipal que promete providenciar animação de rua, concertos, instalações artísticas e muitas outras atividades ao longo de três dias.
Xavier Miguel, diretor artístico do Teatro Bolo do Caco considerou este "o maior cortejo circense", composto por 19 pessoas, que já tiveram a oportunidade de montar.
A respeito da valorização dos artistas, sublinhou que "faltam condições para os artistas madeirenses", ainda que "os palcos estejam lá".
"Falta valorizar o profissionalismo, mas iniciativas como estas dão espaço e voz aos artistas que andam por cá a trabalhar", disse.
A iniciativa, cujo arranque foi dado hoje, prolonga-se até ao próximo dia 1 de outubro, domingo, com arruadas, vários concertos e dez oficinas do saber.
Mónica Rodrigues