O PSD e a bandeira da Autonomia

Depois de um mandato vincado na necessidade de reequilibrar as contas da Região e no cumprimento integral das promessas feitas em 2015, o PSD tem agora pela frente a necessidade de apresentar às populações o balanço do que foi feito e também um novo programa político para os próximos 4 anos.

Este programa político precisa de ser como sempre foram os programas políticos do PSD/Madeira: fundamentado na bandeira da Autonomia e na capacidade intrínseca de continuar a encontrar as melhores soluções políticas para a Região e para o nosso povo.

Nesse intuito, lanço aqui algumas considerações (que não são novas ou originais) em 6 áreas distintas que considero importantes para o futuro da Madeira e do Porto Santo.

 

I – AUTONOMIA E CIDADANIA

​É imperioso que o PSD continue a liderar o aprofundamento da Autonomia, a melhorar os instrumentos de participação dos cidadãos, a insistir na clarificação do papel do Estado na Região e a reivindicar os direitos dos madeirenses. Estes objectivos sugerem:

1. Uma Autonomia em dialética e construção permanente, doa a quem doer;

2. Cidadãos, grupos informais, associações, empresas e instituições autonomistas a participar nos assuntos de interesse regional e na definição da Madeira que queremos.

 

II – REGIÃO COMPETITIVA

​Ligada ao equilíbrio entre pessoas, recursos naturais e recursos financeiros, ao fomento de uma economia estimulante e atractiva para capitais e investidores e ao estabelecimento de redes de cooperação interna e externa competitivas no seio da Europa, do Atlântico e das nossas Comunidades. Isto implica:

1. A continuidade da boa gestão dos dinheiros públicos;

2. Uma Administração Pública modernizada, descentralizada e eficiente;

3. Uma política fiscal revolucionária;

4. Acessibilidades (marítimas, terrestres, aéreas, digitais) impecáveis e imunes à má vontade dos centralistas;

5. A manutenção do Turismo como prioridade associada às novas economias;

6. Entrar no comboio das Blockchains, das criptomoedas e das redes de alta velocidade alicerçadas no digital e na tecnologia 5G.

 

III – EDUCAÇÃO, CONHECIMENTO, INVESTIGAÇÃO

​Reconhecidos na necessidade de preparar e valorizar as novas gerações com as competências decisivas para o seu futuro, sem esquecer os conhecimentos clássicos e indispensáveis à preparação de cidadãos plenos. De igual modo, é inadiável pensar-se em contextos que atraiam mais empresas, instituições e projectos ligados à inovação, à ciência e à tecnologia. Estes desideratos só podem ser prosseguidos:

1. Com a continuidade de um ensino inovador e de qualidade;

2. Com a aposta na qualificação e formação profissional inicial e permanente;

3. Com a potenciação das novas tecnologias, da criatividade e do empreendedorismo no dia-a-dia das empresas, das escolas, da administração pública e das instituições.

 

IV – COESÃO SOCIAL E GERACIONAL

​Primordial no desenvolvimento humano e social e alocada a políticas públicas que criem riqueza, bem-estar e qualidade de vida, que combatam carências e que alarguem as redes de protecção aos mais vulneráveis. Esta fórmula implica que:

1. A saúde para todos e de qualidade continue como prioridade central da política regional;

2. A educação seja um motor contínuo de crescimento individual e social;

3. O emprego seja o meio de afirmação e de liberdade individual e familiar;

4. A demografia receba atenção urgente e redobrada e um conjunto de políticas inovadoras.

 

V – HARMONIA E SUSTENTABILIDADE

​O equilíbrio das contas públicas, da harmonia populacional, mas também do território e dos seus recursos num todo. Assim, as políticas sociais-democratas devem continuar a privilegiar:

1. A valorização e a protecção do ambiente;

2. O uso das energias alternativas e a boa gestão da água;

3. A agricultura rentável e parceira do ambiente e do turismo;

4. A mobilidade interna mais eficiente.

 

​VI – IDENTIDADE E CULTURA

​A diferenciação madeirense valorizando o património, a história, a cultura e a vocação europeia e atlantista. A Região tem de assumir:

1. A criação de programas específicos e iniciativas próprias nas escolas da Região;

2. A idealização de uma estratégia de apresentação e de desenvolvimento da Madeira no Mundo;

3. A cultura como instrumento privilegiado da difusão da nossa identidade e da preparação de cidadãos cultos, atentos exigentes e cosmopolitas.

No meu próximo artigo falarei de propostas concretas para a Madeira e o Porto Santo.