Marine e Macron, a Europa no olho do furacão

Brexit, Frexit e para quando um Portuguexit ou Lusitanexit? Ambos os candidatos à Presidência da República francesa já falaram da saída da França da União Europeia. Será a sério ou não? Um não passa de um tecnocrata da banca, já a outra não passa de uma extremista de direita. Uma coisa é certa, entre ambos, escolhia a carta do bluff do Frexit, e para quê? Para retirar aquilo que tanto Hitler desejou e agora há: o controlo da Europa pela Alemanha. Mas mais que isso é sem dúvida mudar as políticas da Europa.

Agora imaginemos que Marine Le Pen ganhava as eleições. Já estou a ver Donald Trump a felicitar a vitória da francesa. Posteriormente, veremos a Merkel, de cabelos em pé, lembro-me sempre do Major Alvega a combater o Coronel Von Block, e quando o Von Block perdia algum objetivo de combate, e ele terminava sempre a dizer: “Chiça!”, vejo a Merkel a dizer o mesmo. Tirando isso, vamos ao Reino Unido, o ex-eterno inimigo da França, todo feliz por alguém acompanhá-lo e se provar que o sonho da Europa nunca passou de uma utopia

Já internamente, se há povo mais “nacionalista” e defensor do seu território, é aquele povo lá na Gália, lá no norte na península na Armórica, que resiste àquela primeira europeização. Esses grandes defensores eram: o Astérix, o Obélix, o Ideiafix, o Panoramix e os outros todos da aldeia. E pelo que está documentado nessa BD de ficção, nunca os romanos conseguiram conquistar aquela pequena aldeia. Não sei se Marine Le Pen utilizou esta comparação com o Astérix, apesar de parecer pouco apropriado, pois destrói o sonho de qualquer europeísta, é uma comparação legítima. Já se o Macron perder irá para o mesmo tasco granfino que foi após a passagem à segunda volta? Como estará Jacques Chirac que venceu o pai de Marine Le Pen, como ficará Sarkozy, já agora estaria curioso de ver a cara do defunto partido socialista e à sua frente ver Hollande na tomada de posse de Marine Le Pen.

Saltemos para a tomada de posse, as grandes manifestações de esquerda, considerando “não legítimo”, pois para eles só o voto deles é que devia contar e qualquer outro não merece governar. Depois imaginemos as pétalas de rosa a cair pelo campos Elísios, a bandeira francesa a esvoaçar no Arco do Triunfo, e a Torre Eiffel iluminada com as cores da bandeira francesa, isto tudo com as pétalas de cor azul, branca e vermelha por Paris. Um cenário só visto na altura do Napoleão, isto se houvesse todos estes monumentos, a chegar a Paris após saída de Santa Margarida. Posteriormente a Marine Le Pen declara que sairá da UE, há uma grande queda bolsa, há a verborreia por parte de alguns ditos europeístas que pouco ou nada foram solidários com os outros quando precisavam de uma Europa forte e solidária. Finalmente, eis que o projeto europeu termina.

E tal como diria o Major Alvega logo nas primeiras cenas ao Primeiro-ministro inglês: “vamos atacar Berlim”, ainda na altura em que a Alemanha Nazi estava no seu auge e a vencer a guerra, e a atacar Berlim era mostrar que eles não eram invencíveis. E quem o conseguiu? Claro que só um luso-inglês, Major Alvega. Para aqueles que ainda não entenderam, a europa vive uma guerra e as vitimas têm sido os milhões de desempregados, os milhões que vivem na pobreza, os milhões que não tem o que comer e, claro, aqueles que morrem em ataques terroristas por falta de uma estratégia política nas guerras. Mas claro, tudo em nome de uma “Europa unida”, mas sem aqueles simples valores de que se construiu a UE.

A vitória da Marine Le Pen não será o início da guerra, mas sim uma consequência desta guerra desumana que a europa tem vindo a vivenciar, em que o Reino Unido não quer fazer mais ser cúmplice.