Agarra-me que me vou a ele

Este fim-de-semana foi o congresso daquele partido da Vergonha. Aquele partido que o seu líder, que só foi eleito à terceira e atenção era o único candidato. Isto é o equivalente a correr uma prova ser o único e mesmo ser desclassificado por ser acusado por doping. Aí repetia a corrida as vezes que fossem necessárias até sair a substância ilícita do seu corpo e conseguir ganhar e ainda ameaçava os árbitros: se não tivesse a vitória, ele desistia. Foi o que aconteceu nesse partidinho que caso não fosse eleito à terceira, ele intimidou os seus fiéis seguidores de desistir. Foi daquelas conversas de bêbedos em que dizem: “Agarra-me que me vou a ele...” mas como se sabe nunca lá iria.

Desse congresso além da simulada eleição, há a reter a mais idiota moção que alguma vez foi feita. Basicamente dizia que para quem abortasse deviam ser retirados os ovários. Penso que deviam complementar a proposta e o homem que tinha feito a fecundação deviam cortar os testículos, em especial aqueles que fossem desse partido, certo?

Acho que este era um aspeto a melhorar na moção! Assim seriam impedidos de reproduzir a idiotice. Ainda bem que somos um país livre, pois temos espaço para todos. Mas se calhar deviam realizar algo mais útil para a sociedade, se calhar dedicar-se à agricultora.

Depois de todas as idiotices, há a bastonária da Ordem Profissional dos Enfermeiros, que na teoria, devia defender a vida humana, esteve nesse congresso para dar um beijinho, violando o distanciamento social, ao líder eleito e será que corroborou a moção? Nada grave, pois ela esteve lá como cidadã e não como bastonária. Ela como cidadã nada contra, como mulher penso que devia ter tido algumas coisinhas contras... Tipo dignidade da mulher?

Este novo líder e este partido são uma autêntica comédia, dá para alimentar vários programas de stand up comedy, mas temos que ter cuidado, pois eles podem vir a ser perigosos, se existir ingénuos que votem neles.

O cerne da questão é que os partidos tradicionais não estão a cumprir o seu papel, a democracia não está a funcionar, a justiça não está a funcionar.

Aquele que diz que acredita nos partidos mente, quem é que pode acreditar em partidos?

Aquele que diz que acredita na justiça está mentir.

Já a democracia como se pode acreditar, quando os níveis de abstenção são superiores a mais de metade da população. Algo está mal.

Tal como alguns democratas cá no burgo diriam “a culpa não é nossa, é do povo que é burro e que vota em nós.” Meus amigos, a culpa é vossa dos políticos. É dos partidos políticos, é dos políticos.

Post Scriptum: Já agora será que o Tribunal Constitucional não pode analisar o partido que fez neste congresso em Évora, será que moções e outros aspetos do congresso não violaram a Constituição da República Portuguesa?