São BentoCostagate

Qual Nixon, qual Watergate… Parece que António Costa envolveu-se num caso em que diz que os médicos que se recusaram a ir ao Lar de Idosos foram uns cobardes. O nosso Primeiro-Ministro tem estes ataques de fúria frequentemente, por exemplo, na reunião do Infarmed chateou-se com os especialistas e com a Ministra da Saúde, já anteriormente já tinha enviado uma mensagem ao diretor-adjunto do Expresso também um tanto ou quanto agressiva.

Finalmente, recordemos aquela polémica com o velhote em plena campanha eleitoral. É claro que este Primeiro-Ministro é uma pessoa serena e calma.

António Costa é um corajoso, pois bate-se sempre com os mais fracos, está na política ativa com sucessivos cargos desde secretário de estado, deputado, eurodeputado, ministro, presidente de câmara, no meio disto tudo, será que alguma vez soube como era a vida no Mundo da plebe? É claro que não, para ele, que vive lá no cimo do Olimpo há quase 30 anos, nunca conheceu o país real.

António Costa tem dificuldade em conviver com a crítica, quer dizer, quem não tem. Como diria o ditado popular: quem não se sente, não é filho de boa gente. Aqui António Costa cumpre esse provérbio melhor que ninguém.

Mas já fazer aos outros e ter solidariedade com os outros é pouco ou nenhum. Por exemplo, quem não se recorda na vitória das europeias de António José Seguro em que disse: “não basta ganhar, porque quem ganha por poucochinho só é capaz de poucochinho” A realidade é que após essa vitória do António José Seguro, Costa veio a perder as eleições seguintes e só uma coligação em que juntou a extrema-esquerda é que conseguiu chegar ao poder, mas tal como disse António José Seguro: “António Costa foi desleal e traiu…” isto num debate com o mesmo Costa.

Já percebemos, o caráter de António Costa é semelhante ao de muitos ditos socialistas na Madeira e também sabemos que pouco ou nada fazem, fizeram da vida, além de andarem de nenúfar em nenúfar aos saltinhos de tachos em tachos, ganhar só nos partidos e com os caciques e com aqueles métodos pouco claros, porque quando é o povo a escolher já sabemos o que valem: ZERO. Será que quando falam de princípios, se recordam de quando foram excluídos e vexados na AR? Não devem, muito menos quando esquecem de entregar declarações de rendimentos e perdem mandatos!

De vexame em vexame, de ataque de fúria em ataque de fúria, de acto falhado a acto falhado temos este homem que coragem só a tem sob este manto protetor de uma esquerda sequestrada.

Já quando António Costa fala em herança do passado, esquece-se de dizer que a delapidação do Estado é feito pelo Partido Socialista, pois, nos últimos 25 anos, governou durante 18 anos. Como pode falar dos outros?

O que me pode levar a estar otimista é que este Primeiro-Ministro Centralista, que continua a vestir a camisola de presidente da Câmara de Lisboa, em que só pensa na TAP Lisboa, em que só pensa nos eventos em Lisboa, não me responderá, pois, como os “lisboetas” pensam: aquele é da província. Caso contrário receberia um sms nada simpático e amanhã já não escrevia para o JM-Madeira, ou seria apelidado de cobardolas!

 

(Eduardo Freitas escreve
à quarta-feira, de 2 em 2 semanas)